Olga Cardoso, uma referência incontornável da rádio e televisão em Portugal, morreu aos 91 anos. A notícia foi confirmada por António Sala, que não escondeu a dor pela partida da amiga com quem partilhou décadas de cumplicidade profissional.
A comunicação social portuguesa perdeu esta madrugada uma das suas vozes mais queridas. Olga Cardoso, conhecida por várias gerações como a inesquecível “Amiga Olga”, morreu aos 91 anos, dias depois de ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A notícia da sua morte foi confirmada por António Sala, amigo de longa data e companheiro de inúmeras aventuras radiofónicas. Através de um emocionado testemunho publicado no Facebook, o apresentador revelou o impacto da partida da comunicadora:
“Tenho o coração partido. A Olga já não está fisicamente entre nós. Partiu durante esta madrugada. Querida Olga, obrigado por tudo… pela amizade, pela ternura, pelos momentos inesquecíveis e pela tua gargalhada única que ficará para sempre connosco.”
A situação clínica da apresentadora tinha sido revelada nos últimos dias por Daniel Martins, amigo próximo, que usou as redes sociais para pedir força e boas energias para Olga depois de ter sofrido um “forte AVC”.
“Falar da Olga é como falar de família. Estivemos sempre próximos, praticamente todos os dias nos últimos 15 anos”, escreveu, deixando também uma palavra especial para os três filhos e quatro netas da comunicadora.
Figura incontornável da rádio e da televisão, Olga Cardoso conquistou o público com a sua voz calorosa, espontaneidade e sentido de humor. Em 2022, numa entrevista emotiva a Manuel Luís Goucha, recordou o seu percurso e a luta contra o Parkinson, doença diagnosticada aos 80 anos.
Hoje, o país despede-se de uma das suas comunicadoras mais icónicas — e o meio da rádio perde uma das vozes que ajudou a escrever a sua história.