O desabafo comovente de uma mãe: «Quando Deus me levar, que leve a minha filha comigo»

  • Dois às 10
  • 19 jan, 14:15

Lara tinha apenas 18 meses quando uma convulsão seguida de duas paragens cardiorrespiratórias mudou o rumo da sua vida para sempre, levando a um diagnóstico de paralisia cerebral.

A frase dura e arrebatadora resume o amor absoluto de Raquel Ferreira pela filha Lara e a dimensão da dor que carrega desde que a vida da família mudou para sempre. Lara era uma bebé saudável, mas tudo se transformou quando tinha apenas 18 meses.

Raquel estava a trabalhar quando recebeu a chamada que nenhum pai está preparado para atender. Do outro lado da linha, diziam-lhe que algo grave tinha acontecido com a filha. Lara estava a sofrer uma convulsão violenta, seguida de duas paragens cardiorrespiratórias. Um momento que marcou o início de um pesadelo sem respostas.

Durante seis meses, Lara esteve internada, foi submetida a várias cirurgias e chegou a permanecer em coma induzido. Raquel recorda o sofrimento da filha e confessa que daria tudo para ter sido ela a sentir aquela dor. “Via a minha filha a sofrer e queria ter a dor dela”, desabafa.

Um ano depois, chegou o diagnóstico que confirmou o pior dos receios: Lara tinha paralisia cerebral e epilepsia. Desde então, não anda, não fala e é alimentada através de um botão gástrico. A menina, hoje com cinco anos, vive numa cadeira de rodas e depende de cuidados permanentes.

Como se a luta não fosse já suficiente, a tragédia voltou a bater à porta quando Lara estava internada numa clínica de reabilitação. Sozinha em casa, Raquel caiu da varanda enquanto fazia limpezas. O acidente deixou-a internada durante semanas, afastada da filha num dos períodos mais difíceis da sua vida.

Apesar de separada do pai de Lara, Raquel garante que ambos continuam unidos no mesmo objetivo: lutar pelo bem-estar da menina. Entre consultas, cirurgias, incertezas e noites sem dormir, a mãe vive com um medo constante do futuro.

É nesse contexto que surge o pedido que mais impressiona quem ouve a sua história. Raquel não pede milagres, nem respostas. Pede apenas que, quando chegar o seu dia, Deus não a deixe partir sozinha: “Quando Deus me levar, que leve a minha filha comigo”.

Uma frase que espelha o desespero, mas também o amor incondicional de uma mãe que vive exclusivamente para proteger a filha — custe o que custar.

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