Apesar das análises revelarem níveis elevados de poluição, estas praias portuguesas continuam a permitir a entrada dos banhistas, levantando preocupações sobre a saúde pública.
De acordo com o relatório sobre a qualidade das águas para banhos, em Portugal foram recolhidas amostras em 673 locais, dos quais 512 pertencem à zona costeira.
Destas amostras, 556 (82,6%) apresentaram qualidade “excelente”, 73 (10,8%) foram classificadas como “boas” e apenas 9 (1,3%) tiveram qualidade “fraca”. Foram ainda registadas 20 amostras (3%) sem classificação.
A avaliação baseia-se em dois parâmetros microbiológicos: a presença da bactéria Escherichia coli e dos enterococci intestinal.
Dos 673 locais analisados, 633 estão sob monitorização contínua, tendo sido identificados mais 25 novos pontos de recolha.
Registaram-se alterações na qualidade da água para banhos em apenas dois locais.
Nos últimos 30 anos, o pior ano para a qualidade das águas costeiras foi 1995. Apesar disso, a maioria das amostras desse período ainda apresentava uma classificação de qualidade “excelente”.
Os dados recolhidos abrangem o Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores.