Foi dada como morta. Catarina nasceu com menos de um quilo e contrariou todas as previsões dos médicos

  • Dois às 10

Joana e Pedro viveram um dos momentos mais difíceis das suas vidas quando descobriram, durante a gravidez, que a filha estava em sofrimento. Aos sete meses de gestação, uma ecografia revelou que Joana tinha pouco líquido amniótico e, quando chegou ao bloco operatório para uma cesariana, já não eram ouvidos os batimentos cardíacos da bebé.

«Nasceu de cesariana e eu já sabia que ela estava morta», recordou a mãe. Catarina nasceu com apenas 900 gramas e 32 centímetros e teve de ser imediatamente reanimada. «Ninguém nos prepara para ver um bebé tão pequenino», confessou Pedro.

O cenário traçado pelos médicos era pouco animador. Os pais foram confrontados com a possibilidade de a filha não sobreviver e ouviram ainda que, caso conseguisse resistir, poderia ficar com graves sequelas.

Ainda assim, Joana e Pedro recusaram desistir. «Nós nunca desistimos e por isso recusamos batizar a Catarina no hospital», contou o pai. A luta prolongou-se durante 106 dias no hospital, até ao momento em que Catarina finalmente teve alta e pôde ir para casa com os pais.

Hoje, aos três anos, a menina vive com paralisia cerebral, epilepsia, défice visual e atraso no desenvolvimento. Ao longo deste período, já foi submetida a cinco operações.

Apesar das dificuldades, Catarina tem conseguido alcançar conquistas que enchem os pais de orgulho: adquiriu a marcha, já consegue brincar e agarrar no biberão. Os pais continuam a agarrar-se à esperança de, um dia, poderem ouvir a filha falar. «Qualquer pai gosta de ouvir um filho a chamar-lhe pai», desabafou Pedro.

E resume tudo aquilo que Catarina representa para a família numa frase: «Catarina é luz, vida e esperança.»

Sentiu a emoção desta história? Imagine vivê-la sem interrupções.
TORNE-SE PREMIUM

A Não Perder

MAIS

Mais Vistos

Signos

Receitas

Fora do Estúdio

Conversas

Fotos