Psicóloga portuguesa detida em Bali escapou à pena de morte: «Cheguei a perder a esperança»

  • Dois às 10

Carolina de Freitas Nunes esteve, esta terça-feira, 28 de julho, no programa "Dois às 10", da TVI, onde recordou o maior pesadelo da sua vida. A psicóloga neurológica viajou sozinha até Bali, em junho deste ano, para participar num retiro espiritual, mas acabou detida no aeroporto por transportar, sem se aperceber, cerca de 50 munições na mochila.

Antes da conversa em estúdio, uma reportagem mostrou os momentos mais marcantes desta história, desde a viagem de sonho até ao regresso a Portugal, 15 dias depois. Carolina explicou que decidiu viajar para Bali numa fase em que sentia necessidade de se reencontrar. "Ia fazer um retiro para me reencontrar e perceber o que queria fazer da vida", revelou.

A psicóloga contou que, para evitar levar malas, optou por viajar apenas com a mochila que utilizava nos treinos de tiro desportivo. "Não queria levar malas e a mochila de tiro era ideal porque cabe lá tudo", explicou.

Convencida de que tinha retirado todo o conteúdo, Carolina não se apercebeu de que cerca de 50 munições de calibre .22 tinham ficado esquecidas no interior. As balas não foram detetadas na viagem de ida, mas acabaram por ser descobertas quando se preparava para regressar a Portugal.

A psicóloga recordou ainda o momento em que tudo mudou. "Quando passei na segurança no aeroporto de Bali, a mochila apitou", contou.

Apesar de possuir licença de porte de arma em Portugal e de ter consigo a documentação que comprovava a compra legal das munições, Carolina foi levada para uma sala, onde esteve várias horas a ser interrogada. "Eles eram de uma hostilidade... E havia o problema da língua. Não falavam inglês", recordou.

A situação agravou-se quando percebeu a gravidade da acusação. Em Bali, o transporte de munições pode ser enquadrado como um ato terrorista, punível com penas que podem ir até à pena de morte.

Ao ser informada de que poderia ficar presa, Carolina sofreu um acidente isquémico transitório e teve de ser hospitalizada. Foi precisamente no hospital que viveu os momentos mais difíceis.nCarolina admitiu que perdeu a esperança de voltar a Portugal e chegou mesmo a pensar em pôr termo à própria vida. No entanto, garante que encontrou forças na fé, no apoio dos amigos e na ajuda prestada pelas autoridades portuguesas.

Ao fim de 15 dias, conseguiu provar que tudo não passou de um esquecimento e regressou finalmente a Portugal, graças a um acordo de deportação com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A psicóloga recordou ainda a emoção que sentiu quando o avião descolou rumo a Portugal. "Chorei desalmadamente, nunca tinha chorado tanto", confessou.

Depois deste episódio, Carolina prepara-se agora para retomar as consultas de psicologia, numa nova etapa da sua vida.

Sentiu a emoção desta história? Imagine vivê-la sem interrupções.
TORNE-SE PREMIUM

A Não Perder

MAIS

Mais Vistos

Signos

Receitas

Fora do Estúdio

Conversas

Fotos