«Vi-me sem trabalho, sem dinheiro. Foi quando comecei a vender o corpo»

No «Dois às 10» recebemos Carina Freire, ex-prostituta, para partilhar o seu percurso de vida atribulado.

Hoje, a nossa convidada, encontrou outro rumo, o de designer de moda. Ainda não tem formação, mas é o seu próximo passo e foi na pandemia que começou a desenhar para se entreter, e a ver neste passatempo uma espécie de terapia.

Carina Freire desaba em lágrimas ao recordar a sua história: «Foi aos 18 anos que fiz a pior escolha da minha vida, achava que não tinha outra hipótese. Não tinha trabalho nem dinheiro e comecei a vender o meu corpo». Nesta altura, Carina Freire prostituiu-se durante quatro meses. Mas, mal surgiu a oportunidade de trabalhar num café, trocou de vida sem hesitar.

Foi no café que conheceu o pai da sua filha mais velha e que engravidou. Porém, o pai não quis assumir a criança que estava para vir e, mais uma vez, Carina Freire viu-se sozinha. Voltou a prostituir-se para que não faltasse nada à filha: «Tinha que garantir que havia dinheiro para ela comer, para ter uma cama para dormir e para o infantário».

Carina foi para o norte. Apaixonou-se, e teve dois filhos, mas o seu objetivo é voltar a viver perto da família. A futura designer de moda admite que escolheu vir ao programa partilhar a sua história porque talvez, desta forma, as pessoas tenham a iniciativa de a ajudar. Sonha ter um ateliê, criar as suas roupas e poder dar tudo às filhas, a razão da sua felicidade.

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