Um novo tratamento oral está a mostrar eficácia na psoríase em placas de moderada a grave. O medicamento reduz a inflamação, ajuda a restaurar a pele e mantém uma boa tolerância, superando vários tratamentos já existentes.
Um novo tratamento oral para a psoríase em placas de moderada a grave apresentou resultados muito positivos em estudos clínicos recentes. O medicamento, chamado zasocitinib, é administrado em comprimido diário e atua de forma seletiva numa proteína do sistema imunológico, ajudando a reduzir a inflamação e a restaurar a pele afetada pela doença.
Segundo o site El Confidencial, nos testes realizados, o zasocitinib revelou-se mais eficaz do que um placebo e superou outros tratamentos já existentes em diversos indicadores de melhoria da psoríase. Mais de metade dos pacientes tratados atingiu uma pele praticamente limpa (PASI 90), enquanto cerca de 30% alcançou clareamento total (PASI 100) após 16 semanas de tratamento, com melhorias a prolongarem-se até à semana 24.
De modo geral, o medicamento foi bem tolerado, sendo os efeitos secundários mais frequentes infeções respiratórias, dor de garganta e acne, sem surgirem novos problemas de segurança.
Especialistas sublinham que o zasocitinib representa uma nova opção para quem procura um tratamento oral seguro, eficaz e de ação rápida, capaz de melhorar significativamente a qualidade de vida de quem sofre de psoríase.
A empresa Takeda, responsável pelo desenvolvimento do medicamento, planeia solicitar a autorização para comercialização nos Estados Unidos e noutros países a partir do próximo ano fiscal. Para além disso, o zasocitinib continua a ser estudado em outras doenças inflamatórias, como artrite psoriásica e doenças do intestino.