Carolina, de 22 anos, perdeu a vida em abril de 2022 após um mergulho no rio Tejo, mas a mãe, Rita, recorda-a com serenidade, gratidão e a certeza de que viveu “feliz a vida toda”.
Carolina tinha 22 anos e uma paixão imensa pelo mar e pela água. Era hábito mergulhar, mesmo de madrugada, e foi precisamente essa ligação que esteve na origem de uma tragédia que aconteceu em abril de 2022. Pelas 7h da manhã, após um mergulho no rio Tejo, a jovem entrou em paragem cardiorrespiratória e não resistiu.
Na véspera, Carolina tinha jantado com a mãe, Rita, e despediram-se com um abraço apertado à porta de casa. “Despedi-me da minha filha sem saber”, recorda Rita, que só horas depois recebeu um telefonema do Instituto de Socorros a Náufragos a dar-lhe a notícia da morte da filha mais velha.
Não esquece, ainda, a mensagem que a filha mandou uma semana antes: "Aconteça o que acontecer, lembre-se: você é a pessoa mais importante para mim. Cuide-se".
Apesar da dor, Rita diz que encontrou forças para seguir em frente por saber que Carolina “foi feliz a vida toda”. Recorda-a nas pequenas coisas e eternizou-lhe uma frase favorita através de uma tatuagem: “De frente para o mar, de costas para o mundo”.
A família e os amigos fizeram várias homenagens à jovem, incluindo o lançamento de balões e flores ao mar, seguido de um mergulho coletivo. Rita guarda também memórias de uma infância feliz, marcada pela boa relação entre os pais, mesmo após a separação, e pelo carinho de Leonor, a irmã mais nova, hoje com 11 anos.
Três anos depois, Rita vive o luto com serenidade e gratidão. “Sinto uma enorme saudade, mas sou abençoada… Fizemos tudo, dissemos tudo. Não sou uma pessoa que viva revoltada, porque vivemos tudo intensamente.”