No «Dois às 10», Marcelo Palma não escondeu a emoção ao falar do amigo Maycon, que perdeu a vida no início do ano.
Marcelo Palma foi uma das pessoas que esteve na linha da frente nos dias mais duros após a morte de Maycon. Além de amigo próximo, foi também através da sua agência funerária que ficou a cargo de toda a organização das cerimónias fúnebres, um papel que assume ter sido particularmente doloroso.
Depois da confirmação da morte, Marcelo tratou de todos os detalhes, algo que descreve como a experiência mais difícil da sua vida. «Isto foi a coisa mais difícil que eu fiz em toda a minha vida. Ele era tão novo. Só nos conhecíamos há um ano, mas privávamos muito», confessou, sublinhando o impacto pessoal da perda.
O responsável da agência funerária admite que lidar com cada passo do processo foi devastador, desde o contacto com a família até às decisões mais práticas. «É muito difícil. Fiquei sem chão… o escolher a roupa com a família. Tudo. O mais difícil foi o pós», revelou, referindo-se ao período seguinte ao funeral.
Ainda assim, garante que não se arrepende de ter sido ele a assumir essa responsabilidade. «Preferi ser eu a lidar com isto e ultrapassar do que não ter sido eu a fazer. É a última maneira de fazer algo pela pessoa», afirmou, explicando que sentiu que era a sua forma de prestar uma derradeira homenagem.
Sobre a noite do desaparecimento de Maycon, Marcelo admite que continuam a existir muitas perguntas sem resposta. «É público que houve atritos com pessoas próximas, mas não sei se é a justificação. Muita gente me pergunta o porquê, mas eu não sei. Acho que ninguém nunca vai saber porquê. A mim nunca me deu indícios», disse.
Marcelo deixou ainda um apelo após os comentários negativos dirigidos à mãe de Maycon e à namorada. «Acho muito feio o que fizeram. Ninguém tem culpa. Isto não é um momento de ataque e é só isso que peço às pessoas», sublinhou.
Quanto ao apoio recebido, revelou que optou por se isolar, embora reconheça a presença dos antigos concorrentes e amigos. «Eu isolei-me. Tiveram todos no funeral e todos foram um apoio para todos. Acho que foi bonito», concluiu.