Durante meses, Patrícia tem vivido um verdadeiro pesadelo. Em apenas meio ano, viu os pneus dos seus carros serem cortados 29 vezes, sempre durante a noite. Uma sucessão de atos de vandalismo que a deixou aterrorizada e convencida de que está a ser alvo de uma perseguição premeditada.
Patrícia mora numa rua tranquila, mas a calma desapareceu há vários meses. Desde então, tornou-se rotina acordar e encontrar mais um pneu furado. Os ataques repetem-se, muitas vezes às mesmas horas, e parecem ter como único alvo os carros da família. O sentimento de impotência foi crescendo à medida que os episódios se acumulavam, sem respostas nem proteção.
O medo instalou-se dentro de casa. “As minhas filhas têm medo que nos façam mal”, confessa Patrícia, explicando que o receio já não se limita aos danos materiais. A sensação constante de vigilância faz com que a família não consiga dormir descansada.
Convencida de que os ataques são pessoais e planeados, Patrícia acredita que os suspeitos controlam todos os seus movimentos e sabem sempre onde estaciona o carro. Explica que nunca teve conflitos com ninguém e que não suspeita de uma pessoa em concreto, embora acredite que os ataques possam estar ligados ao facto de ter um estabelecimento
O impacto financeiro também é pesado. Em pneus, Patrícia já gastou mais de dois mil euros depois de afirmar que já foram furados 29 vezes. Para tentar travar os vandalismos, chegou mesmo a arrendar duas garagens, numa tentativa desesperada de proteger os carros.
O desespero levou a família a medidas extremas. Patrícia chegou a dormir no restaurante para tentar apanhar o atacante em flagrante. Numa dessas noites, o marido conseguiu intercetar um dos suspeitos. “O meu marido deu com um pau nas costas do suspeito, mas ele fugiu”, conta.
Mesmo assim, os ataques continuaram. Patrícia foi obrigada a instalar uma câmara de vigilância, na esperança de conseguir identificar quem está por trás dos atos de vandalismo. Ainda assim, a tranquilidade não regressou.
As filhas pedem insistentemente para mudar de casa. O medo tornou-se parte do quotidiano e a incerteza sobre quando tudo irá terminar continua a assombrar a família.