Veterinários apelam a que não se comprem cães destas raças. Têm uma «vida de sofrimento»

  • Joana Lopes
  • 18 nov, 11:00

Veterinários alertam que certas raças de cães enfrentam problemas de saúde graves desde cedo, tornando a sua vida marcada pelo sofrimento. Os especialistas apelam aos futuros donos para que evitem comprar estes animais, defendendo a adopção responsável e a proteção do bem-estar animal.

Estamos a falar dos bulldogues ingleses, bulldogues franceses e pugs. Segundo especialistas britânicos citados pela BBC, o buldogue apresenta o dobro do risco de problemas de saúde em comparação com outras raças, conforme um estudo do Royal Veterinary College.

O estudo, publicado na revista Canine Medicine and Genetics, analisou a saúde de milhares de bulldogs ingleses face a outras raças. As queixas de saúde mais frequentes incluem infeções nas dobras da pele (38 vezes mais provável), distúrbios oculares (26 vezes mais provável), protrusão da mandíbula inferior (24 vezes mais provável) e problemas respiratórios (19 vezes mais provável).

Os focinhos achatados destas raças podem gerar uma «vida inteira de sofrimento», e os veterinários apelam para que as pessoas deixem de comprar estas raças até que os problemas de reprodução sejam resolvidos.

O alerta inclui também um pedido para que se deixe de promover estas raças nas redes sociais, através de fotografias, já que a sua popularidade disparou na última década.

A moda levou a características físicas cada vez mais extremas, como focinho mais achatado, pele mais enrugada e corpo atarracado, tornando estes cães mais suscetíveis a problemas de saúde e aumentando as preocupações com o seu bem-estar.

Por mais «fofos» que pareçam, é importante lembrar que estes animais podem sofrer: «A população tem um papel enorme a desempenhar ao exigir cães com conformações moderadas e saudáveis», afirmou à BBC o especialista Dan O'Neill, um dos autores do estudo do Royal Veterinary College.

O bulldog inglês, que originalmente era uma raça musculosa e atlética, transformou-se ao longo dos anos num animal de estimação popular, com tendência para crânio curto, mandíbula saliente, dobras cutâneas e corpo atarracado.

«O que consideramos fofo do lado de fora, viver a vida como aqueles cães, é tudo menos fofo. É, em muitos casos, uma vida inteira de sofrimento», reforçou o especialista.

Para quem já tem um cão destas raças, é fundamental estar atento a problemas oculares, dificuldade em respirar e infeções nas dobras da pele, procurando aconselhamento veterinário ao mínimo sinal de alerta.

RELACIONADOS

Tão próximo como um cão ou gato. Este animal que fala pode ser a sua próxima companhia

Saiba em que praias pode levar o seu cão

É necessário vestir o meu cão em dias de chuva e frio?

Cão deteta crise de diabetes de Catarina e salva-lhe a vida «constantemente»

Dicas

MAIS

Mais Vistos

Signos

Receitas

Fora do Estúdio

Fotos