Elisabete sobre ser cuidadora do marido: «Estamos a ver a nossa pessoa desaparecer à nossa frente»

  • Carla Anes
  • 21 mai, 11:50

No «Dois às 10», conhecemos a história de Elisabete, que conta que o marido começou com pequenos esquecimentos repetitivos antes de ser diagnosticado com demência frontotemporal. A algarvia conta que passou da fase da negação para a fase da assunção. Passou a ser cuidadora e diz ser um ato solitário. Diz que é muito mau, foi devastador porque o cuidador fica anulado, deixa de ter vida, esquecemo-nos de nós e não podemos.Afirma que ninguém está preparado para um caso desses. «Estamos a ver a nossa pessoa a desaparecer à nossa frente, continua a ser a nossa pessoa, mas não é. É um adeus muito longo». Quando o marido deixou de a conhecer pensou que era o fim, chamava-a de mãe. «Foram 6 anos de dor de muita tristeza, e não acaba no momento em que a pessoa parte, ainda perdura e nós temos de seguir em frente».

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