Um novo vírus está a aproximar-se de Portugal, gerando preocupação entre autoridades de saúde e cidadãos.
De acordo com o site da CNN Portugal, que cita um estudo do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido, grande parte da Europa, incluindo Portugal, apresenta um risco elevado de transmissão do vírus Chikungunya. No nosso país, essa possibilidade é ainda mais acentuada.
O vírus Chikungunya, responsável por uma doença tropical debilitante causada pela picada de mosquitos infetados, é considerado uma "ameaça à saúde na Europa maior do que se pensava anteriormente, já que pode ser transmitido quando as temperaturas do ar estão tão baixas quanto 13 graus Celsius", segundo a investigação publicada na quarta-feira, dia 25, na revista científica The Royal Society.
O estudo revela que o vírus pode transmitir-se mesmo com temperaturas entre 13 e 14 graus Celsius, aumentando o risco de surtos locais em mais regiões e por períodos mais prolongados do que se estimava anteriormente.
Portugal encontra-se na zona de maior risco, juntamente com países como Grécia, Itália, Malta e Espanha. O estudo prevê que a transmissão possa ocorrer durante seis meses a um ano. Além disso, cerca de 50% da área geográfica da Europa é propícia à transmissão nos meses de julho e agosto. Em 2025, registaram-se números recorde de surtos locais de Chikungunya em França e na Itália, e o mosquito tigre (Aedes albopictus) tem contribuído para o aumento de casos de dengue nesses países nos últimos anos.
Segundo o portal do Hospital da Luz, os sintomas mais comuns da infeção pelo vírus Chikungunya incluem "febre de início súbito, frequentemente elevada, acompanhada de dor de cabeça, arrepios, intolerância à luz, náuseas e vómitos e erupção cutânea".
Outro sintoma destacado é a "dor articular e muscular incapacitante com início dois a cinco dias depois da febre, atingindo particularmente as articulações mais distais".
Relativamente aos cuidados, o Hospital da Luz indica que existe uma vacina contra o Chikungunya aprovada pelas autoridades europeias em 2024, mas não há outros medicamentos destinados à prevenção da doença.
Por isso, é essencial adotar medidas preventivas, como evitar sair durante os períodos de maior atividade dos mosquitos, instalar redes protetoras nas janelas, utilizar ventoinhas ou ar condicionado e aplicar repelentes de insetos em toda a pele exposta.