Ex-vítima de violência doméstica relata o horror vivido durante 13 anos: «Pensei em acabar com a minha vida e a dos meus filhos»

Hoje, ouvimos um testemunho impressionante de uma ex-vítima de violência doméstica, que viveu o horror durante 13 anos às mãos do ex-marido agressor. Conheça esta história que deixou marcas eternas na vida de Maria

 

Esta quarta-feira, dia 19 de junho, recebemos Maria Mendes, que faz um relato impressionante sobre a violência doméstica que sofreu durante 13 anos, infligida pelo seu ex-companheiro. Devido ao alcoolismo do agressor, Maria foi agredida com paus de esfregona, pontapés, murros na cabeça, tendo até sifdo agredida durante a sua primeira gravidez. Maltratada e massacrada durante 13 anos, Maria diz que os problemas de saúde que está a sofrer, têm precisamente a ver com a violência doméstica: «O meu corpo é dor», revela. Nos primeiros minutos da conversa, Maria recorda que após o primeiro filho ter nascido, esta tinha «hemorragias internas» por causa das «porradas» que levou. 

 

No decorrer da entrevista, Maria explica-nos o porquê de ter ido viver com este ex-companheiro, e revela que foi um «escape» e não foi por «amor». Ao justificar a sua saída de casa dos pais, esta explica que a mãe era vítima de violência doméstica por parte do pai, e por isso, o ambiente em casa era insustentável. Mais tarde, Maria ao pedir ajuda à mãe, esta recorda: «Tens de aguentar como eu aguentei até hoje». A nossa convidada, que está separada desse ex-companheiro agressor, revela que mesmo assim vive com medo. 

 

Depois, Maria faz um relato impressionante das agressões que sofria, praticamente todos os dias, por parte do ex-companheiro: «Atormentava-me (...) estragou-me um trabalho porque ele fez uma crise de ciúmes. Não se sobrevive, não há explicação. Tinha medo que chegasse a noite, eu fechava-me dentro dos quartos. Eu fechava-me, mas ele partia as portas, não tinham puxadores as portas. Eu dormia com os meus filhos nos quartos fechados», recorda. Emocionada, Maria revela que os vizinhos achavam que esta é que era a agressora e não o seu ex-marido, tendo sido hospitalizada várias vezes. Aconselhada pelo médico a terminar a relação, Maria recorda: «Acaba quando eu acabar comigo e com os meus filhos. Muitas vezes pensei em acabar mesmo a sério com a minha vida e a dos meus filhos. É uma dor muito grande, só queria acabar com este pesadelo», recorda.  

 

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