Beatriz Varela

São José Correia

Acredito que já tenha percebido que esta novela é um thriller. O suspense é uma constante. Nada é previsível, quando tudo parece caminhar numa determinada direção, há uma revelação surpreendente que desvia o enredo noutro sentido. É aqui que eu e o meu marido César entramos. O nosso núcleo vai surgir no meio da trama e vai estar bem no olho do furacão. Nós, a Lúcia e o Pipo em espiral: dois casais, uma atracão fatal, um crime iminente. Vou explicar. Eu e o César somos um casal feliz. O nosso casamento só não é perfeito porque eu tenho um problema que impede que a nossa felicidade seja plena. Mas este é um assunto delicado sobre o qual prefiro não falar. Ele é um fotojornalista que também faz fotografia artística, eu uma consultora imobiliária na Diamond Homes. É lá que me vou cruzar com a Lúcia e a partir daí é apenas uma questão de tempo até ao inevitável. O que é que se pode esperar de amizades perigosas? Sexo, medo, sangue? No início, a minha relação com a Lúcia será amigável. Somos colegas de trabalho, eu ajudo-a sempre que ela me pede… Considero-a uma amiga em quem posso confiar. Até que… O alarme soa. O Pipo é um homem violento e imprevisível. A Lúcia é uma mulher sinistra, sabe-se lá do que é capaz. O que vem a seguir parece-me óbvio.