Gaspar Lobo

Sinde Filipe

Depois de anos desaparecida, a minha neta Lúcia surge casada e com três filhos. Ela reaparece justamente no dia em que estou a enterrar a minha companheira de mais de cinquenta anos, a Natália. A Lúcia era a nossa neta favorita. Imagine a situação: eu a despedir-me do amor da minha vida e a reencontrar a neta que julgava morta. Quanta emoção. Nunca vou esquecer este dia, apesar de não ter muitos mais pela frente. Eu sofro de uma doença pulmonar, mais especificamente doença pulmonar obstrutiva crónica. Não uso bengala, mas carrego uma garrafa de oxigénio para cima e para baixo. Eu, que desejava morrer em paz, com a chegada da Lúcia vou ter tudo menos sossego. Porquê? Porque a minha mulher tinha um diário com informações que comprometem a Lúcia, informações essas que eu não posso contar agora. O problema é que eu não sei onde raios ele foi parar. Está lançada a caça ao tesouro. Resta saber o que vai acontecer quando ele for encontrado. As pessoas são capazes de tudo!