Bruno Pinheiro: «O empate é saboroso para aquilo que fizemos» - TVI

Bruno Pinheiro: «O empate é saboroso para aquilo que fizemos»

Liga: Bruno Pinheiro no Gil Vicente-Rio Ave (ESTELA SILVA/LUSA)

A reação do treinador do Académico de Viseu ao empate arrancado na Luz (2-2)

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Bruno Pinheiro, treinador do Académico, depois do empate arrancado diante do Benfica (2-2), no Estádio da Luz, em jogo da ronda inaugural da Liga 2026/27.

Análise ao jogo

«O empate é saboroso para aquilo que fizemos. Fomos felizes. Na primeira parte o resultado podia ter sido outro a favor do Benfica. Conseguimos aguentar até ao intervalo com a margem mínima para o Benfica. Na segunda parte conseguimos ser mais compactos e conseguimos sair com mais perigo. Foi resistir na primeira parte com muita dificuldade, na segunda parte equilibrámos mais o jogo. Um ponto saboroso, mas conscientes que temos ainda muito trabalho para fazer. Os jogadores estão ainda a assimilar as cargas, o Benfica já tinha três jogos oficiais e está com um andamento diferente, portanto, só posso estar satisfeito com o resultado».

O que pediu ao intervalo aos jogadores?

«Senti que quando saíamos com a bola controlada deixávamos o Benfica desconfortável no último terço. Pedi para os jogadores darem mais largura. Pedi para esticar um pouco mais a linha defensiva para anular as entradas de Prestianni e do Rafa. Estávamos muito precipitados na saída para o ataque quando podíamos circular mais a bola. Quando o fizemos, conseguimos criar mais perigo».

O que retira de positivo para o crescimento da equipa?

«Em condições normais não teríamos uma linha de cinco, mas como sabíamos que havia uma grande capacidade de desequilíbrio do Benfica pelos corredores, teríamos de o fazer. Foi uma adaptação que fizemos ao jogo. Pedimos ao avançado para ajudar a fechar com  o médio defensivo, nem sempre foi fácil, mas por termos por diante um adversário superior, fizemos essa adaptação».

«Honestamente, um dos factores que me fez escolher o Académico é que esta equipa tem uma grande capacidade de trabalho, este grupo é de facto extraordinário na entrega. Hoje nem fizemos um jogo fantástico. Já vi equipas jogarem melhor na Luz e serem goleadas. Hoje, sem capacidade ofensiva de jogo, conquistámos um ponto. Já agora, destacar que gosto muito do jogador português na liga portuguesa. Dá-nos isto, a dificuldade no futebol, é a variedade tremenda de línguas. Este grupo fala essencialmente português. Os estrangeiros percebem perfeitamente português. O Sofi fala perfeitamente português. Acho que é uma das forças deste balneário. Muito satisfeito com este grupo de trabalho».

O que foi aquela roda do plantel no final do jogo?

«Não viram grande celebrações. Estamos muito felizes pelo ponto conquistado, mas foi apenas a primeira de 34 batalhas. Não faz sentido vir ao Estádio da Luz pontuar se depois não ganharmos mais jogos. Uma palavra de humildade, foi o primeiro ponto no nosso campeonato».

Depois do Benfica, o Académico recebe o FC Porto a 29 de agosto

«Acima de tudo, este jogo foi ótimo para nos dar o ritmo competitivo. Fazer jogos-treino não é a mesma coisa. Fizemos a carga de forma progressiva, estou muito feliz por alguns jogadores terem jogado os 90 minutos. Este jogo foi ótimo por isso. Na pré-época fomos muito agressivos em alguns jogos, mas também fizemos um jogo com o Celta em que tivemos de jogar de forma compacta e essa experiência serviu para hoje. Este jogo permitiu-nos crescer para os próximos jogos. Faltam 33 batalhas».

Luz sem adeptos favoreceu o Académico?

«Não tenho qualquer dúvida sobre isso. Há que reconhecer as coisas como elas são. Hoje consegui comunicar com os meus jogadores, quando a Luz está cheia é impossível. O Benfica com os adeptos teria uma capacidade de galvanizar-se que hoje não teve. Na primeira parte, com adeptos, tínhamos saído daqui com um resultado pesado. Sem dúvida que nos ajudou. Mas também acho que o Benfica tem capacidade para conquistar os três pontos, mesmo sem a presença dos adeptos».

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