Há nove hipóteses para o novo aeroporto de Lisboa - esta é a lista - TVI

Há nove hipóteses para o novo aeroporto de Lisboa - esta é a lista

Pegões e Rio Frio + Poceirão passam à próxima fase. Beja, Monte Real e Alverca ficam de fora

A Comissão Técnica Independente divulgou esta quinta-feira a lista com as localizações possíveis para o novo aeroporto de Lisboa. De acordo com o documento divulgado, são nove as opções que vão ser estudadas.

Entre elas estão as cinco opções que saíram da resolução de Conselho de Ministros, bem como outras quatro adicionais. A saber, as opções que já se conheciam são as seguintes: Aeroporto Humberto Delgado (AHD) + Montijo, Montijo + AHD, Campo de Tiro de Alcochete, AHD + Santarém e Santarém.

Já as outras quatro opções são as seguintes: AHD + Campo de Tiro de Alcochete, Pegões, AHD + Pegões e Rio Frio + Poceirão.

As primeiras cinco hipóteses teriam sempre de ser avaliadas, uma vez que faziam parte do mandato que saiu de um Conselho de Ministros. Hipóteses como Beja, Monte Real e Alverca ficam, assim, fora das opções, deixando Santarém como a única opção que não pertence à margem sul do rio Tejo.

A lista de opções que passam às fases seguintes foi anunciada pela coordenadora-geral da Comissão Técnica Independente, Rosário Partidário, numa apresentação que está a decorrer, em Lisboa, sobre os resultados das atividades desenvolvidas na primeira fase da Avaliação Ambiental Estratégica sobre o aumento da capacidade aeroportuária para a região de Lisboa.

Moedas pede rapidez e faz exigência ao Governo

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, pediu rapidez na escolha da localização do futuro aeroporto de Lisboa, frisando que “o custo de não fazer nada é muito superior ao custo de fazer”.

“Gostei muito da apresentação. Os critérios que são importantes para mim estão incluídos, só faltou o critério da rapidez. Nós temos de resolver esta situação com alguma rapidez”, disse.

“Temos de parar em Portugal de olhar para soluções, soluções, soluções e não decidir. Nós temos de decidir. O custo de não decidir é enorme neste caso”, frisou.

O autarca escusou-se ainda a indicar a solução que prefere para não condicionar a Comissão Técnica Independente, enumerando apenas os critérios importantes para os lisboetas na escolha de um local para o futuro aeroporto: proximidade (20 a 30 quilómetros da cidade), rapidez da solução “porque tem de ser feito rapidamente” e preocupações ambientais.

“Estes critérios estão ali, só não vi o critério da rapidez. Porque há soluções que estão ali que demoram muito tempo. Não sou contra as soluções que demoram muito tempo, só quero saber o que faço no intermédio”, afirmou.

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, algumas soluções apresentadas vão demorar seis ou sete anos a serem concretizadas, defendendo nesse caso uma solução intermédia, que deverá passar por obras de melhoramento no Aeroporto Humberto Delgado.

O autarca lembrou que o Governo prometeu obras no aeroporto, que até agora não aconteceram, e exortou o executivo a “exigir essas obras”.

“Qualquer das soluções exige que o Aeroporto Humberto Delgado continue a funcionar, por isso, repito, que as obras no Aeroporto Humberto Delgado são essenciais”, afirmou.

“Temos contrato de conceção com a Vinci. A Vinci tem dinheiro para fazer obras no aeroporto de Lisboa e essas obras não estão a ser feitas porquê? São para melhorar o aeroporto, não estamos aqui a fazer nenhum tipo de obras para aumentar o aeroporto, são para melhorar o aeroporto”, acrescentou.

Carlos Moedas recordou que o aeroporto “está no limite”, que a “cidade está nos limites” e que a câmara quer continuar a investir no turismo porque “cria postos de trabalho e é bom para cidade”.

O presidente da Câmara de Lisboa lembrou ainda que a capital vai receber a Jornada Mundial da Juventude em agosto e que as obras ainda não estão feitas.

“Todas as soluções que aqui falámos não são soluções que vão ser de um dia para o outro, elas vão demorar o seu tempo. Nós não podemos estar a receber os turistas sem ter um aeroporto decente e aquilo que está escrito e contratado é que são obras de 300 ME que vão ser feitas no aeroporto para melhorar o aeroporto e isso é uma exigência que tem de ser feita. Não podemos estar aqui a estudar, temos de fazer”, frisou.

Afirmando que estará do “lado da solução”, o autarca terminou pedindo ao Governo uma decisão política ainda este ano.

Peritos consideram que opções duais não são recomendáveis

Os peritos que estão a estudar as opções estratégicas para aumentar a capacidade aeroportuária de Lisboa consideraram que as opções duais não são recomendáveis.

Esta posição foi transmitida pela coordenadora da área de Planeamento aeroportuário da Comissão Técnica Independente que está a estudar o aumento da capacidade aeroportuária para a região de Lisboa, Rosário Macário, numa apresentação no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, sobre os resultados das atividades desenvolvidas na primeira fase da Avaliação Ambiental Estratégica.

“As opções duais não são recomendáveis”, afirmou a responsável que integra a CTI, durante uma intervenção no painel que reuniu os vários coordenadores.

Segundo a apresentação de Rosário Macário, estas opções “significam partição de tráfego, diminuindo o potencial 'hub' [plataforma giratória de distribuição de voos]”, “não evitam um tempo de espera até à construção da nova infraestrutura”, “não garantem capacidade no horizonte de 50 ano, requerendo a construção de um terceiro aeroporto” e “tendem a aumentar o congestionamento do Sistema de tráfego aéreo”.

A mesma responsável diz que “as opções ‘green field’ [de raiz] oferecem condições de capacidade para os próximos 50 anos, mas apresentam limitações diversas, devendo ser consideradas as “incompatibilidades com a gestão de tráfego aéreo, nomeadamente conflitos com áreas militares”, “limitações de áreas aeroportuárias e não aeroportuárias”, acessibilidades, área de expansão e impactos ambientais.

A CTI anunciou hoje nove opções possíveis para o novo aeroporto, que incluem as cinco definidas pelo Governo mais quatro: Portela+Alcochete, Portela+Pegões, Rio Frio+Poceirão e Pegões.

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