Um militar da GNR foi agredido com violência, esta madrugada, no posto de Beja. O agressor, que foi levado ao posto para fazer teste de alcoolemia, atirou-se ao militar e arrancou-lhe um pedaço do nariz, à dentada.

O militar ferido está a ser operado no Hospital de São José, em Lisboa, apurou a TVI/CNN Portugal. No mesmo incidente outros dois militares sofreram ferimentos, assim como o detido, que teve de receber assistência médica.

Segundo comunicado da GNR, o suspeito, de 33 anos, foi levado para o posto “para ser submetido ao teste de alcoolemia em aparelho quantitativo”, após ter acusado “uma taxa de álcool no sangue igual ou superior ao legalmente admissível”, durante uma operação STOP.

“Após essa testagem, confirmou-se que o condutor se encontrava a conduzir em estado de embriaguez, uma vez que apresentou uma taxa de álcool no sangue superior a 1,2 g/l, a qual, segundo o artigo 292.º do Código Penal, é considerada como taxa crime”, lê-se no comunicado.

Quando foi informado que iria ser detido e “notificado para comparecer perante o Ministério Público junto do Tribunal de Beja”, o homem “adotou um comportamento extremamente agressivo e injurioso”.

No decorrer da detenção, “foi necessário utilizar a força estritamente necessária”, informa a GNR, que dá ainda conta de “vários danos no interior do posto”.

O detido, que é praticante de artes marciais e tem antecedentes criminais, está a ser presente a tribunal em Beja, para conhecer as medidas de coação.

MAI solidário com militares 

O ministro da Administração Interna transmitiu esta sexta-feira “solidariedade” com os militares da GNR agredidos esta madrugada em Beja e garantiu que “as responsabilidades serão apuradas”.

Em declarações aos jornalistas, no Porto, onde participou no ciclo de seminários “Caminhos da Humanidade”, da Universidade Portucalense, José Luís Carneiro disse ter tido conhecimento de que a agressão foi “bastante dura”.

“Tive hoje conhecimento que um guarda da GNR foi agredido de uma forma bastante dura. Deixo ficar uma palavra de solidariedade a esses agentes de autoridade porque como tenho dito, e reiterado, sempre que alguém ofende as forças de autoridade democrática está a ofender o Estado de direito”, disse o ministro.

José Luís Carneiro acrescentou que “havendo dados que coloquem em causa o bom exercício da autoridade, as responsabilidades serão apuradas”.

Marisa Rodrigues Amílcar Matos / artigo atualizado