Agricultores em marcha lenta na A33 condicionam acessos à ponte Vasco da Gama, em Lisboa - TVI

Agricultores em marcha lenta na A33 condicionam acessos à ponte Vasco da Gama, em Lisboa

  • Sofia Garcia
  • Raquel Simões
  • com Lusa - Notícia atualizada às 8:47
  • 2 fev, 06:13

GNR está a acompanhar o protesto

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As entradas para a ponte Vasco da Gama, em Lisboa, na margem Sul do rio Tejo, estão cortadas esta sexta-feira, apurou a CNN Portugal no local. A GNR está a acompanhar o protesto e recomenda prudência na condução aos automobilistas na A33.

“Na A33 está a haver um acompanhamento por parte da GNR à manifestação de agricultores que ainda decorre e existem alguns constrangimentos de trânsito naquela via. Esclarecemos que não há cortes, nem condicionamentos quer na Ponte Vasco da Gama quer nos seus acessos”, disse à Lusa o capitão João Lourenço, das Relações Públicas da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Ao que foi possível apurar, entre 150 a 200 agricultores da Margem Sul do Tejo estão em marcha lenta na A33 até às 12:00.

"Não há desmobilização de colegas, isso pode-se chamar um bluff, porque muitos desses que desmobilizaram de outros lados estão aqui connosco hoje. O que vai acontecer é que nós tínhamos um plano e alterámos o plano, porque somos pessoas de bem e queremos que isto tudo corra bem. Vamos fazer uma marcha lenta dentro do IC33, desde Alcochete ao Montijo, do Montijo à rotunda da Lançada, da Lançada à rotunda da Moita, e vamos circular em marcha lenta desde as 6:30 até ao meio-dia neste percurso escoltados pela GNR", afirmou Daniel Pacífico, um dos organizadores do protesto.

É esperado que a ministra da Agricultura se reúna, ainda esta sexta-feira, com representantes dos agricultores. 

Os agricultores paralisaram na quinta-feira importantes vias de norte a sul do país, incluindo fronteiras, com alguns dos movimentos a começarem a desmobilizar à noite, após garantias sobre os apoios anunciados pelo Governo.

À CNN Portugal, Daniel Pacífico afirma que "são muitas as reivindicações", entre elas "a água, o preço entre a produção e a distribuição". "Há três anos não temos licença para fazer um furo. Temos parcelas novas prontas para produzir, não nos dão licença para fazer os furos. A APA está completamente bloqueada nesse ponto e alguma coisa vai ter que mudar."

O protesto foi organizado pelo Movimento Civil de Agricultores e juntou-se às manifestações que têm ocorrido noutros pontos da Europa.

Na quarta-feira, o Governo avançou com um pacote de ajuda aos agricultores, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), que não travou os protestos agendados para hoje, de Norte a Sul do país.

Segundo a informação disponibilizada quinta-feira à Lusa, a maior parte das medidas que integra o pacote de apoio entra em vigor ainda este mês, com exceção das que estão dependentes de 'luz verde' de Bruxelas.

No contexto europeu, a Comissão Europeia vai preparar com a presidência semestral belga do Conselho da UE uma proposta para a redução de encargos administrativos dos agricultores, que será debatida pelos ministros da Agricultura dos 27 Estados-membros do bloco europeu no próximo dia 26 de fevereiro.

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