A ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, indicou esta quarta-feira, em Lisboa, que 64 albufeiras já atingiram 80% da sua capacidade de resposta, persistindo limitações em outras quatro.

“Temos 64 albufeiras com 80% da sua capacidade”, adiantou a governante, numa audição na Comissão de Agricultura e Pescas.

Neste momento, as barragens com maiores carências são Bravura, Campilhas, Monte da Rocha e Santa Clara. Conforme precisou, apesar das últimas chuvas, por exemplo, a capacidade de armazenamento em Bravura permanece nos 12%.

Em 10 de agosto, a ministra da Agricultura, instada pelos jornalistas a responder a críticas dirigidas à tutela pelo secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que disse ser “inexistente” a resposta do Governo para mitigar o impacto da seca no setor da produção e alimentação animal, devolveu a pergunta.

“É melhor perguntar porque é que durante a campanha eleitoral a própria CAP aconselhou os eleitores a não votar no Partido Socialista”, retorquiu.

Num comunicado divulgado no dia seguinte, a CAP defendeu que estas declarações são “perplexizantes” e que carecem de explicação.

Maria do Céu Antunes admite que palavras podem “não ter sido as mais felizes ou bem interpretadas”

“Apelamos ao escrutínio do verdadeiro sentido destas declarações. Não cederemos um milímetro a este ‘bullying’ político e continuaremos a ser a voz de defesa dos agricultores sempre e em todas as ocasiões […]. São declarações que parecem-nos ser pouco saudáveis no Estado de direito democrático e que têm que ser explicadas”, vincou a confederação.

Confrontada esta quarta-feira com estas declarações, Maria do Céu Antunes admitiu que as suas palavras podem “não ter sido as mais felizes ou bem interpretadas”, notando que já teve oportunidade de falar com o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa.

“O que quis dizer é que o Ministério [da Agricultura] e o Governo trabalha para todos e com todos, independentemente da sua posição política”, esclareceu.

/ NM