Pelo menos desde o mês de maio que havia notícias acerca de uma possível indemnização milionária paga pela TAP a Alexandra Reis.

No dia 26 de maio, o semanário Expresso publicou uma notícia sobre a saída da ex-administradora da companhia aérea para a NAV Portugal. No artigo, é afirmado que a saída “causou surpresa” na companhia aérea, e que “fontes internas” questionavam se Alexandra Reis teria “saído com uma indemnização milionária” da TAP “para passar para uma entidade pública do setor da aviação”.

Ao Expresso, na altura, fonte oficial do Ministério das Infraestruturas não confirmou a informação.

Esta quinta-feira, no comunicado de demissão, Pedro Nuno Santos referiu que o secretário de Estado das Infraestruturas havia sido informado do acordo entre a ex-governante e a companhia aérea, não tendo verificado qualquer incompatibilidade.

“Como resultado desse processo, a TAP informou o Secretário de Estado das Infraestruturas de que os advogados tinham chegado a um acordo que acautelava os interesses da TAP. O Secretário de Estado das Infraestruturas, dentro da respetiva delegação de competências, não viu incompatibilidades entre o mandato inicial dado ao Conselho de Administração da TAP e a solução encontrada”, pode ler-se no comunicado.

Após o rebentar da polémica, António Costa disse à Lusa “desconhecer em absoluto os antecedentes” da situação em torno da indemnização de 500 mil euros paga pela TAP à sua ex-governante. Também Fernando Medina, atual ministro das Finanças, afirmou à RTP ter sabido deste pagamento apenas através da comunicação social, realçando que, à altura do acordo, era João Leão o titular da pasta.

Contactado pelo Expresso, o antecessor de Fernando Medina também garantiu que não foi informado em fevereiro. “Desconhecia em absoluto. Eu e o Miguel Cruz [secretário de Estado das Finanças] fomos surpreendidos”, referiu.

CNN Portugal / PF