A porta abre-se e o cheiro toma conta do prédio. O preço são 650 euros que uma senhoria concordou com o arrendatário, só que naquela mesma casa vivem, afinal, cerca de 20 pessoas.
Falamos de um caso em Almada, na Margem Sul, onde o cenário é de lixo acumulado e muita sujidade, o que representa até riscos para a saúde pública.
Confrontados pela CNN Portugal, os três inquilinos que lá vivem garantem viver sozinhos, mas dentro da casa é possível ver um colchão sem estrutura e um beliche num quarto. Mais ao lado, na sala, outro colchão e um sofá que serve de cama.
“Dormem em cima uns dos outros, são muitos [e está] tudo sujo”, desabafa uma vizinha.
O apartamento foi alugado há cerca de três anos a apenas um homem, mediante o pagamento de 650 euros. À CNN Portugal, os ocupantes garantem que a renda é paga a um alegado patrão, negando responsabilidades pela situação.
Ali ao lado, uma vizinha garante que “são muitos mais” do que apenas os três que a CNN Portugal encontrou.
“Vão uns e vêm outros. São não sempre os mesmos. Depois há um capataz que vai lá a casa, vai receber o dinheiro da renda de cada um e vai embora. É o que subaluga aquilo”, atira a mulher, que se queixa da insalubridade e da insegurança.
A dúvida agora é quantos mais casos do género existem na zona, num caso que é um bom exemplo de outro dos problemas do mercado da habitação, o do subaluguer.