Custódio Castro: «Jogo fica condicionado pela expulsão, não há volta a dar» - TVI

Custódio Castro: «Jogo fica condicionado pela expulsão, não há volta a dar»

Arouca-Alverca (Foto: PAULO NOVAIS/LUSA)

Arouca-Alverca, 1-0 (reportagem)

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Declarações de Custódio Castro, treinador do Alverca, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Arouca, após o desaire por 1-0 na 14.ª jornada da Liga:

Análise à exibição e o quão condicionante foi a expulsão de Sandro Lima

«Não era o resultado que queríamos e o jogo fica condicionado pela expulsão. Não há volta a dar. Todos os jogos são difíceis, as equipas têm bastante competência. Se é difícil 11 para 11, 11 para 10 é mais difícil.»

«O Arouca, em termos ofensivos, cria bastantes nuances. Nós sabemos que eles juntavam o extremo em termos defensivos, mas depois acabam por criar ali diferentes alturas, tanto nos médios como nos homens que jogam por dentro. Um bocadinho mais de largura pela direita, com o lateral às vezes a colocar-se por dentro. Isto, naturalmente, é difícil de defender, porque tínhamos que encontrar bem os timings. Depois, quando acabamos por jogar e defender com menos um durante a maior parte do tempo, naturalmente que eles tentaram criar linhas diferentes, tentaram meter muita gente por dentro para depois tentar jogo exterior. No lance do golo, acabámos por não fechar muito bem o espaço ali no segundo poste, e que era uma coisa super controlável.»

«Depois, com a projeção na segunda parte mais do lateral, puxou o Trezza um pouquinho ainda mais para dentro, ou seja, muita gente por dentro, mas acho que acabámos por ir defendendo bem. Para uma equipa que jogou com mais um, acabaram por não nos criar muitas situações. Com a entrada do Marezi, sabíamos que íamos ter de defender bem e depois aproveitar as poucas oportunidades que iríamos ter, porque é um facto. Num lance do Marco e num canto que o Naves cabeceou, podíamos ter feito o nosso golo, mas, mais do que isso, o que eu sinto é que a equipa agarrou-se ao jogo, mesmo com menos um. Agarraram-se uns aos outros, é um bocadinho a demonstração daquilo que é o nosso grupo, e isso deixa-me satisfeito.»

Explicação de Marezi estar no banco

«Só podem jogar 11. Se arranjarem algum treinador que consiga meter 12 ou 13, se a FIFA permitir... A verdade é que, se olharmos para o rendimento dos nossos jogadores, de todos, no geral, inclusive dos avançados, os que têm jogado mais, estou muito satisfeito com eles. Digo-lhes sempre que, muitas das vezes, os jogos decidem-se com os que entram. E hoje não são poucos, são cinco.»

«O Marco tem sido um jogador importante, seja de início, seja a entrar, tal e qual como o Sandro e todos os outros. Isso também prova aquilo que é a competitividade que temos no grupo. Agora, se falarmos do Marco, é um jogador em que acreditámos muito desde o início. Ele tem provado isso, tem-se dedicado muito ao clube, e isso é importante também para nós. Sentir que o jogador, além de ter essas qualidades individuais, quer aproveitar e jogar, mas que se dedica ao clube, tem essa personalidade, tem esse perfil.»

Com menos um homem, o bloco baixo era inevitável?

«O que acabámos por fazer com a entrada de Marco foi tentar ter um apoio dos dois interiores mais próximos, e com os laterais a jogar de trás para a frente. Depois, abdicámos de um central e jogar quase com uma linha de quatro.»

«Fomos alterando mesmo em termos daquilo que era a disposição e as caraterísticas dos jogadores. Tirámos dois jogadores que são um bocadinho mais de apoio, como o Amorim e o Lincoln, e fomos buscar dois jogadores que eram mais capazes de poderem buscar um bocadinho mais o espaço.»

«Tudo isso eram intenções. Depois, daí vemos se as coisas são possíveis ou não. As equipas têm qualidade, mas essa era a nossa intenção. Nunca perdemos a ambição no jogo, e isso é importante.»

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