A Amazon planeia cortar mais de 18 mil empregos, naquele que será o maior despedimento na história da empresa, fundada em 1994. A empresa de comércio eletrónico, que emprega 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo, não revelou quais os países onde irão ser realizados os cortes, mas disse que incluiriam a Europa.

O diretor Andy Jassy referiu a "incerteza da economia" para justificar os despedimentos. “Não tomamos estas decisões levianamente ou subestimamos o quanto elas podem afetar a vida das pessoas”, disse, num memorando para a equipa que foi também publicado no site da empresa. "As empresas que duram muito tempo passam por diferentes fases. Não estão em modo de expansão todos os anos", acrescentou.

“Todas as áreas de negócio serão afetadas, mas a maioria dos empregos eliminados será nas lojas Amazon e nos departamentos de PXT [People, Experience, and Technology, ou seja, odepartamento de recursos humanos]”, revelou.

Espera-se que os funcionários da Amazon afetados pelos cortes sejam informados até 18 de janeiro.

Depois do crescimento durante a pandemia, a Amazon viu as vendas desacelerarem. A par da redução no consumo, devido à crise mundial e ao aumento do custo de vida, houve também uma queda nas receitas de publicidade, uma vez que também as empresas estão a tentar poupar nos gastos.

As empresas de tecnologia estão a ser particularmente afetadas pela crise económica. A Meta - proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp - e Salesforce também anunciaram recentemente grandes cortes no seu pessoal.

Entre outras medidas para fazer face aos novos desafios, a Amazon já anunciou que está a redimensionar projetos como o Echo (mais conhecido como Alexa) e os robôs de entregas.

CNN Portugal