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TAP: impedimento a despedir tem de ser para todos

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Joaquim Dionísio, dirigente da CGTP e responsável pelo gabinete jurídico da central, diz que se assim não for será cometida uma ilegalidade

A impossibilidade de despedimentos na TAP, após a sua privatização, terá de ser aplicada a todos os trabalhadores da empresa sob pena de ser cometida uma ilegalidade e uma inconstitucionalidade, considerou o especialista da CGTP em legislação laboral. «O caderno de encargos para a privatização da TAP não pode determinar o impedimento de despedimento apenas para os sócios dos sindicatos que fizeram acordo com a TAP, porque isso seria uma ilegalidade e uma inconstitucionalidade», disse à agência Lusa Joaquim Dionísio, dirigente da CGTP e responsável pelo gabinete jurídico da central. O Governo aprovou esta quinta-feira o caderno de encargos para a venda da TAP, que inclui a garantia de que o futuro dono da empresa não pode fazer despedimentos enquanto o Estado for acionista ou nos primeiros dois anos e meio após a venda, mas o secretário de Estado dos Transportes disse que esta medida abrange apenas os associados dos nove sindicatos que chegaram a acordo com o Governo. «Isto seria uma violação do princípio da igualdade em função da sindicalização de cada um e nenhum tribunal daria cobertura a isto», considerou Joaquim Dionísio. Segundo o advogado da área laboral, a norma para impedir despedimentos durante um período de tempo só é válida se estiver definida no caderno de encargos e terá de ser aplicada a todos os trabalhadores da TAP. O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou que esta garantia só é válida para «o universo de sindicatos que aceitou discutir e assinar um acordo com o Governo». O governante referia-se aos nove sindicatos que, antes do Natal, celebraram um memorando com o Executivo e desconvocaram a greve de quatro dias, marcada para contestar a venda da companhia pelo Estado. O memorando de entendimento não foi subscrito pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil, que dizem representar mais de 60% dos trabalhadores da TAP. O Governo pretende escolher o novo dono da TAP até ao final do primeiro semestre.

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