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Passos desvaloriza carta de Seguro à troika

Avaliações políticas não se fazem em revisões trimestrais, defende o primeiro-ministro

O primeiro-ministro respondeu, esta manhã, à carta que o líder do PS enviou à troika, dizendo que as avaliações políticas do memorando são feitas pelo Governo ao mais alto nível, nomeadamente nas reuniões europeias, e não nas revisões trimestrais.

O secretário-geral do PS enviou esta segunda-feira uma carta às três instituições que formam a troika, pedindo que na 7.ª avaliação do programa de resgate, a arrancar em breve, sejam enviados a Portugal «responsáveis políticos». Esta noite, reúne-se com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, em Bruxelas.

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Falando aos jornalistas à entrada para uma conferência sobre a responsabilidade social na Europa em Aveiro, onde foi apupado e insultado por um grupo de manifestantes, Passos Coelho respondeu que as avaliações trimestrais «são realizadas nos moldes normais» que sucedem em Portugal, na Irlanda e na Grécia.

«Isso não nos impede de ter avaliações políticas mas relevantes que são as que têm lugar, em regra, no conselho de ministros das Finanças em Bruxelas, bem como no Conselho Europeu e nas oportunidades que são procuradas com frequência pelo Governo português, nomeadamente por mim próprio, com o presidente do Banco Central Europeu, com o presidente da Comissão e algumas vezes com Christine Lagarde. Esses contactos políticos existem e essa avaliação política também se faz, ainda que não a cada três meses», respondeu.

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Na carta enviada por Seguro aos líderes internacionais, e que também foi remetida ao primeiro-ministro, o secretário-geral socialista salienta que «a próxima avaliação é crucial para a vida dos portugueses».

«Exige-se que seja uma avaliação política tendo em conta a grave situação económica e social. A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu [BCE] e o Fundo Monetário Internacional [FMI] devem enviar a Portugal responsáveis políticos com capacidade de decisão», escreve António José Seguro, na missiva.

A troika, formada por representantes da Comissão Europeia, BCE e FMI, começa no fim do mês a 7.ª avaliação do programa da execução do memorando de assistência financeira, onde deverá discutir com o Governo o corte de quatro mil milhões de euros nas funções sociais do Estado.

No sábado, em Braga, o secretário-geral do PS havia já defendido que na próxima avaliação do programa de assistência financeira português a troika se devia fazer representar por «responsáveis políticos» e não «técnicos».

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