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Passageira acusa revisor da CP de assédio por causa de decote

Sara Sequeira, de 28 anos, alegou ter sido vítima de assédio por parte de um revisor da CP - Comboios de Portugal, devido ao decote do vestido. A CP deu como comprovada a "conduta inadequada" e esclareceu ainda que o funcionário foi alvo de um processo disciplinar

Uma mulher, de 28 anos, alegou ter sido vítima de assédio por parte de um revisor da CP - Comboios de Portugal, depois deste ter comentado o decote do seu vestido. Sara Sequeira fez uma publicação da rede social Instagram a contar o que se tinha passado e não tardou muito até a história se tornar viral. 

Os factos remontam a 4 de setembro quando fazia a viagem do Carrascal até Tomar. Sara explicou que foi abordada pelo revisor com o propósito de lhe ser cobrado o bilhete, mas que o mesmo lhe disse: "Ainda bem que não está frio ou as mamocas constipavam-se". A mulher acusou o trabalhador de ter um "comportamento nojento" e decidiu apresentar queixa à CP e às autoridades competentes.

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No vídeo é possível ouvir o homem dizer que não tratou mal ninguém e que "há normas para viajar num transporte público", acusando-a de "andar a provocar os homens todos". Sara explicou que o revisor não lhe pediu desculpa e deixou um apelo. 

Fui apresentar queixa às autoridades competentes porque este tipo de atitudes devem ter consequências para quem as pratica. Não se calem. Não deixem estas coisas passar em branco. Somos livres de andar de vestido fora e dentro de um comboio!!!! Estamos no século XXI! Chegaaaaaaaa de nos massacrarem com este tipo de comentários, de provocações, de toques, de assédio!", escreveu. 

Sara partilhou ainda nas redes sociais uma fotografia do vestido que trazia naquele dia com a legenda "o vestido da indecência, da moral e dos bons costumes".

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Desde do incidente que a modelo tem feito várias publicações pela liberdade, contra o machismo e pelo fim da normalização do assédio com a hashtag #naonosvaocalar. 

CP instaura processo disciplinar

A CP deu como comprovada a "conduta inadequada" do revisor e esclareceu ainda que o revisor foi alvo de um processo disciplinar.

Na sequência do incidente ocorrido, no passado dia 4 de setembro de 2020, a bordo de um comboio regional com destino a Tomar, a CP – Comboios de Portugal procedeu a imediatas e preliminares diligências de averiguação interna, no sentido de apurar os factos denunciados pela sua Cliente. Comprovada a existência de uma conduta inadequada do Operador de Revisão e Venda a Empresa determinou a instauração de Processo Disciplinar ao referido trabalhador.", lê-se no comunicado. 

No mesmo documento, a empresa deixou um pedido de desculpas, dizendo que "repudia e não se revê neste tipo de comportamento". 

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