Foi uma das últimas seleções a garantir o apuramento para o Mundial, necessitando de três fases e treze jogos para garantir a segunda presença na competição, 52 anos depois ainda como Zaire. Após ser um dos melhores segundos no grupo B da Qualificação CAF, teve acesso ao playoff onde eliminou dois dos tubarões africanos: Nigéria e Camarões.
Entre os principais pontos fortes estão a organização defensiva (não sofreram golos em oito dos treze jogos de qualificação), a disciplina tática e a eficiência nos contra-ataques. Com capacidade de explorar transições rápidas, aproveitando a velocidade e a qualidade técnica dos seus extremos. Taticamente costumam atuar em 4-2-3-1 ou 4-3-3 de forma compacta e intensa. Por outro lado, a falta de experiência nesta competição pode ser uma desvantagem, assim como alguma falta de criatividade no sector intermédio e falta de eficácia no último terço.
No plantel destaca-se Cédric Bakambu, apenas a um golo do melhor marcador (Mbokani), o capitão Chancel Mbemba, patrão do sector mais recuado defesa e o mais internacional de sempre, sendo um dos cinco jogadores que já jogaram em Portugal a par de Kayembe, Batubinsika, Pickel e Banza, e o veloz Yoane Wissa, peça fundamental no setor ofensivo. Outros nomes importantes incluem Axel Tuanzebe e Samuel Moutoussamy, que reforçam a consistência defensiva e o equilíbrio do meio campo.
Um dos principais responsáveis pela transformação recente da seleção é o francês Sébastien Desabre, que assumiu o comando em 2022, implementando uma filosofia baseada na disciplina, no trabalho coletivo e na eficiência tática. Desabre também teve papel fundamental na integração de jogadores com dupla nacionalidade, ampliando a qualidade e a profundidade das opções.