Um homem de 21 anos, de nacionalidade angolana, foi detido pela PSP no aeroporto de Lisboa após uma sequência de incidentes violentos nos últimos dias, apurou a CNN Portugal.
No sábado, o suspeito vandalizou uma viatura e, após avaliação, foi decretado o seu abandono voluntário em território nacional no prazo de 20 dias. Dois dias depois, voltou a danificar várias viaturas e foi detido por dano e por resistência e coação contra funcionário.
Já na quarta-feira, o indivíduo causou distúrbios num café na zona de chegadas do aeroporto, partindo copos e pratos, ameaçando clientes e funcionários. À chegada da PSP, o suspeito partiu ainda uma garrafa e ameaçou os agentes.
Acabaria por ser neutralizado com recurso a taser, detido e internado compulsivamente no Hospital São José, em Lisboa, onde permanece sob vigilância.
Parque P1 do Aeroporto de Lisboa.
— DrG (@DrGPT1) October 2, 2025
Uso muitas vezes em deslocações curtas para deixar o carro. É o parque mais caro, 1 euro por cada 15minutos, ou max 40 euros por dia.
Por acaso nunca vi nenhum segurança.
Creio ser responsabilidade da Ana/Vincci assegurar segurança como deve ser pic.twitter.com/cBhD9jHfYn
Em comunicado, a PSP esclarece que foi "acionada para um parque de estacionamento no Aeroporto de Lisboa, após informação de que se encontrava no local um indivíduo a causar distúrbios e a danificar viaturas" e que quando chegou ao local "verificou-se que o suspeito se encontrava em cima de uma viatura, proferindo frases desconexas e apresentando comportamento sugestivo de desorganização psíquica, com risco para a sua integridade física, de terceiros e do bem alheio".
"Foi-lhe ordenado que abandonasse a posição e descesse da viatura, o que acatou. No entanto, já no solo, voltou a adotar comportamento agressivo, proferindo insultos dirigidos aos elementos policiais. Alertado para moderar a linguagem e postura, reagiu avançando na direção dos agentes, tentando resistir às ordens legais. Face a tal comportamento, foram de imediato aplicadas técnicas de imobilização e algemagem, tendo-lhe sido dada voz de detenção", lê-se na nota, que acrescenta que o homem é suspeito da prática do crime de resistência e coação sobre funcionário.