Costa tenta paz com professores com "novo modelo" de colocação. Mas não lhes dá o que mais querem: a reposição total do tempo de serviço - TVI

Costa tenta paz com professores com "novo modelo" de colocação. Mas não lhes dá o que mais querem: a reposição total do tempo de serviço

Primeiro-ministro anunciou mudanças no número de quadros pedagógicos e a garantia de que os professores só saem de uma escola onde ficaram colocados “se quiserem”

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O primeiro-ministro António Costa anunciou alterações às regras do concurso de professores. Para esta classe, recusou contudo a recuperação total do tempo de serviço, dizendo que esse cenário seria “insustentável”.

Em entrevista à CNN Portugal, o líder do Governo lembrou que a vinculação dinâmica permitiu colocar quase 28 mil professores este ano.

“Mais importante de tudo é que no próximo ano letivo vamos ter um novo modelo de concurso”, disse.

As alterações são as seguintes: os quadros de zona pedagógica passam de 10 para 63, “o que diminui a distância de colocação”; e a partir do próximo ano os professores ficam colocados numa escola e “só saem daí se quiserem sair”, ao contrário dos atuais concursos que forçam essa situação a cada três anos.

Questionado sobre a proposta do PSD para a reposição integral do tempo de carreira dos professores, Costa lembrou que nos últimos anos houve quem fosse “vendendo ilusões”. “Comigo não há ilusões ou frustrações”, argumentou.

A única promessa que pode deixar, disse, é de que não haverá um novo congelamento de carreiras. Já a reposição do tempo de carreira, segundo o primeiro-ministro, seria “insustentável” para o país.

“Acho muito bem que o PSD, que conviveu bem com o congelamento das carreiras, agora queira recuperar o tempo perdido. Mas temos de tratar todos com equidade”, completou, para destacar a necessidade de um tratamento igual nas diferentes carreiras da Função Pública.

“Comigo não há frustrações, porque não há expectativas que eu não possa garantir cumprir”, reage”, acrescentou.

Costa apontou outras prioridades na educação, como regras para o uso de telemóveis na escola ou de manuais digitais.

O primeiro-ministro confirmou que está a ser estudado um apoio ao alojamento para professores colocados nas áreas mais necessitadas: Lisboa e Porto. Para esse trabalho, o executivo está em contacto com os municípios.

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