Dois anos após as buscas da Operação Influencer, três dos nove arguidos ainda não foram ouvidos pelo Ministério Público, e parte do material apreendido, incluindo computadores e telemóveis, permanece por analisar. A investigação levou à demissão de António Costa.
De acordo com o jornal Público, entre os que aguardam inquirição estão o ex-ministro João Galamba, o antigo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, e o advogado João Tiago Silveira. A Procuradoria-Geral da República (PGR) justifica os atrasos com a pendência de um recurso interposto por uma das defesas, que travou o acesso aos emails de dois advogados visados.
Nos últimos meses, alguns arguidos pediram a aceleração processual, mas os pedidos foram rejeitados. A PGR assegura que as investigações continuam, centradas na análise de um “extenso e complexo acervo documental”.
Grande parte do material informático apreendido ainda não foi devolvida, o que indica que as cópias forenses não estão concluídas. A Polícia Judiciária garante nunca ter recebido pedidos para essas perícias, apesar de o caso envolver suspeitas de corrupção e tráfico de influências ligados ao projeto da Start Campus, em Sines.