Costa responde a Marcelo: assegura ir até ao fim para “honrar os mandatos” e “cumprir os compromissos” - TVI

Costa responde a Marcelo: assegura ir até ao fim para “honrar os mandatos” e “cumprir os compromissos”

Socialistas assinalaram este domingo os 50 anos do PS com uma festa no Porto. À direita, Costa deixou vários avisos: “não temos medo da luta”. E afasta o cenário de eleições antecipadas

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O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, defendeu este domingo a necessidade de “honrar os mandatos” e “cumprir os compromissos” assumidos com os portugueses.

“Em democracia temos o dever de honrar os nossos mandatos e de cumprir os nossos compromissos para quando os cidadãos”, afirmou. E acrescentou: “Quando se poe em causa os mandatos conferidos pelo povo, está-se a pôr em causa a democracia. E quem quer democracia forte respeita os mandatos. E quem tem os mandatos, honra os compromissos”.

Declarações que podem ser interpretadas como uma resposta às sucessivas pressões para uma queda do Governo, devido às várias polémicas e instabilidade em que se tem visto envolvido. Ainda esta semana, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitia que a dissolução da Assembleia da República “seria uma má notícia”, mas sublinhava que “às vezes tem de haver más notícias”. “Se tiver de haver, que seja o mais tarde possível”, juntou, sobre o cenário de eleições antecipadas.

Agora, Costa insiste na necessidade de levar o mandato até ao fim, assumindo várias metas para estes quatro anos de governação.

“Hoje continua a ser um princípio fundamental da democracia respeitar a vontade popular. E o que disseram os portugueses nas últimas eleições legislativas? Foi em primeiro lugar uma mensagem muito simples: queremos estabilidade política e estabilidade nas politicas, para termos progresso, garantia de melhoria do emprego, do rendimento e do crescimento do nosso país”, argumentou.

Para concluir: “A nossa agenda não é a agenda das polémicas mediáticas. A nossa agenda é mesmo a vida do dia a dia dos portugueses, a agenda dos portugueses, a agenda de Portugal, é a agenda do nosso compromisso eleitoral”.

 

Direita no alvo: "Não chegam para nós e nós chegaremos para eles"

Na festa que assinala os 50 anos do PS, o secretário-geral socialista focou as críticas na direita política, acusando-a de “mentir” no que respeita às pensões e de questionar as metas positivas alcançadas pelos socialistas, num contexto difícil de pandemia e guerra na Ucrânia onde, apesar de tudo, “o país não entrou em recessão” nem teve uma “crise de emprego”.

“O dever de quem governa é olhar para os problemas efetivos das pessoas e não se distrair com aquilo que não é verdadeiramente relevante”, juntou.

Foram vários os avisos à direita. Primeiro: “Não haverá dois passos atrás. Não iremos tropeçar. Iremos continuar o caminho. E iremos chegar à nossa meta”. Depois, destacou que é porque o Plano de Recuperação e Resiliência vai ser cumprido até ao último cêntimo que a direita “tem pressa para se ver livre de nós”.

Para acabar numa garantia: “Já tentaram ver-se livres de nós com o diabo. Mas agora até se tentam ver livres de nós com o Chega. Mas não chegam para nós e nós chegaremos para eles, porque connosco eles não passam”.

 

Costa fala de educação, mas ignora motivo dos protestos à porta

Numa iniciativa marcada pelos protestos de professores à porta, Costa não deixou de abordar a questão da educação, mas para repetir o argumento de que os socialistas sabem que “não há escola pública sem professores”, mudando o modelo de contratação e de vinculação dos professores às escolas. Sobre a reposição do tempo de carreira não houve qualquer palavra.

O secretário-geral do PS começou o discurso a agradecer a “extraordinária mobilização” e a recordar feitos importantes do partido no Pavilhão Rosa Mota, que acolheu a iniciativa deste domingo. O partido, disse, “está unido, forte, vivo, a mostrar que não temos medo da luta”

“A forma como Rosa Mota correu cada maratona, é a forma como o PS percorre cada mais um dos seus 50 anos de vida”, comparou.

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