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Todas as notícias sobre a pandemia que já matou mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo
2021-03-10
2020-04-07
12:55

Campanha de angariação de computadores regista cerca de 140 beneméritos

A pensar nos alunos carenciados durante o ensino à distância devido à pandemia da covid-19, o Observatório das Autarquias Locais (OAL) lançou uma campanha de solidariedade de angariação de computadores, registando já "cerca de 140 contactos" de beneméritos.

"Esta campanha é uma espécie de ignição para chamar à atenção para este problema", afirmou à Lusa o presidente do conselho científico do OAL, Bartolomeu Noronha, indicando que "há grandes necessidades em Portugal", de alunos sem computador, ferramenta que permite a interação entre professores e estudantes, mesmo que haja a solução de telescola.

Apesar de o problema ser transversal a todo o país, "há mais desigualdades no interior, que é mais pobre, sobretudo as regiões de baixa densidade populacional", avançou o responsável da associação OAL, revelando que se têm identificado "muitas carências" nos municípios da região do Minho.

"Quantos computadores seriam necessários? Vou-lhe ser muito sincero, dezenas de milhares de computadores, não tenho dúvida", adiantou Bartolomeu Noronha, referindo que se trata de um investimento de "muitos milhões de euros", sem orçamento disponível por parte dos municípios.

Aquando do encerramento das escolas, há três semanas, o Observatório das Autarquias avançou com a ideia de angariar computadores, para assegurar que todos os alunos têm direito à educação, mesmo em tempos de pandemia, com o ensino à distância. Assim, arrancou a campanha de solidariedade de angariação de computadores, que começou a ser divulgada a partir de 30 de março.

"Contactámos muito com os municípios, nas suas vertentes técnicas, e percebemos que ia haver muitas necessidades, caso não houvesse aulas presenciais, porque sabemos que há muitas pessoas carenciadas em Portugal, com pouco dinheiro, e os computadores para ensino à distância servem para poder assistir às aulas mas, mais do que isso, interagir com os professores, receberem fichas, trabalhos, etc", explicou o presidente do conselho científico do OAL.

Ainda que o Ministério da Educação tenha anunciado a solução de telescola, que permitirá assistir às aulas através da televisão, os computadores continuam a ser necessários, para que o trabalho escolar possa ser interativo, ressalvou Bartolomeu Noronha.

"De qualquer forma, a campanha era sempre precisa em Portugal, porque realmente há carências, sobretudo nas famílias mais pobres ou com menos rendimentos de terem acesso, quer à internet, quer ao computador, portanto seria importante à mesma", realçou o responsável da associação OAL, acrescentando que o problema já existia, mas foi a pandemia da covid-19 que "fez com que se abordasse o assunto a sério".

Dirigida a alunos carenciados, a campanha de angariação de computadores, promovida pelo OAL - associação sem fins lucrativos que analisa o comportamento das autarquias locais -, dispõe de quatro locais de recolha no país, designadamente nas cidades de Lisboa, Porto, Braga e Ponta Delgada, onde qualquer pessoa pode entregar equipamentos, após um contacto a informar dessa disponibilidade, através do 'email' geral@oal.pt.

"Recebemos cerca de 140 contactos, neste momento", expôs Bartolomeu Noronha.

Depois do processo de angariação, a associação OAL vai entregar os computadores aos municípios que pediram apoio, detalhou o presidente do conselho científico, referindo que a distribuição aos alunos é feita pelos municípios, que "conhecem melhor as carências".

"Os municípios estão a organizar-se, agora isto foi tudo muito rápido, porque ninguém estava à espera, nas últimas três semanas, que de repente os alunos não pudessem aceder aos locais onde têm aulas", sustentou o responsável, acrescentando que os orçamentos municipais não conseguem comportar os valores de investimento em computadores e há que pedir apoio ao Estado.

Neste momento, os municípios devem estar a "redefinir todos os seus orçamentos, porque o orçamento do município antes e pós covid-19 será complemente diferente", defendeu Bartolomeu Noronha.

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2021-04-26
09:59

Covid-19: África com mais 500 mortos e 17.734 infetados nas últimas 24 horas

África registou mais 500 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 120.145 desde o início da pandemia, e 17.734 novos casos de infeção, segundo os dados oficiais mais recentes no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados nos 55 Estados-membros da organização é de 4.506.054 e o de recuperados da doença nas últimas 24 horas é de 15.951, para um total de 4.045.445 desde o início da pandemia.

A África Austral continua a ser região mais afetada, registando 1.957.006 infetados e 61.787 mortos associados ao contágio com a doença. Nesta região, a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.575.471 casos e 54.148 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais atingida, com 1.347.260 infetados e 39.034 vítimas mortais.

A África Oriental contabiliza 592.883 infeções e 10.890 mortos, enquanto na África Ocidental o número de infeções é de 455.449 e o de mortes ultrapassou hoje as 6 mil mortes (6.001). Na África Central, há 153.456 casos de infeção e 2.433 óbitos.

O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 13.049 mortes e 222.523 infetados, seguindo-se a Tunísia, com 10.304 mortes e 300.342 casos de infeção. Marrocos contabiliza 509.363 casos de infeção e 8.992 mortes associadas à covid-19.

Entre os países mais afetados estão também a Etiópia, com 3.551 vítimas mortais e 252.279 infeções, e a Argélia, com 3.207 mortos e 120.992 infetados.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique regista 807 mortes e 69.665 casos, seguindo-se Angola (579 óbitos e 25.609 casos de infeção), Cabo Verde (203 mortos e 22.349 casos), Guiné Equatorial (107 óbitos e 7.559 casos), Guiné-Bissau (67 mortos e 3.726 casos) e São Tomé e Príncipe (35 mortos e 2.292 casos).

2021-04-26
09:59

Covid-19: Alemanha regista 11.907 novas infeções e 60 mortes nas últimas 24 horas

A Alemanha registou 11.907 novas infeções causadas pelo SARS-CoV-2 e 60 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com dados do Instituto Robert Koch (RKI) atualizados na madrugada de hoje.

A incidência acumulativa em sete dias aumentou na Alemanha para 169,3 casos por 100.000 habitantes, em comparação aos 165,6 casos por 100.000 habitantes de domingo e aos 165,3 casos de há uma semana.

O país registou 60 mortos nas últimas 24 horas, menos óbitos se comparado com as 92 mortes na semana anterior, de acordo com dados do RKI.

O número máximo de novas infeções foi registado em 18 de dezembro com 33.777 contágios num dia e o número de óbitos em 14 de janeiro, com 1.244, enquanto a incidência atingiu o seu pico em 22 de dezembro com 197,6.

O fator de reprodução semanal é 1,08, o que significa que a cada 100 infetados contagiam uma média de 108 outras pessoas.

O número de casos positivos desde o início da pandemia ascendeu a 3.299.325 - dos quais 2.910.100 pacientes foram considerados recuperados - e o número de mortes pela covid-19 subiu para 81.624.

Numa semana, as autoridades de saúde notificaram 140.783 novas infeções e o RKI estimou que os casos ativos atualmente somam cerca de 307.600.

Nas unidades de cuidados intensivos, 5.053 pacientes com covid-19 foram internados no domingo (mais 31 num dia), dos quais 2.874 (57% e um a menos em relação ao sábado) necessitam de ventilação assistida, segundo registo do Associação Alemã Interdisciplinar para Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (DIVI).

Num dia, os cuidados intensivos receberam 315 novos pacientes com covid-19 e 103 dos hospitalizados morreram.

Até ao sábado, na Alemanha, 5.855.864 pessoas receberam as duas doses da vacina (7% da população) e 18.965.663 (22,8%), pelo menos uma dose, segundo o levantamento diário publicado pelo RKI.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e os chefes de Governo dos Estados federais realizam hoje uma videoconferência para discutir como está a decorrer a campanha de vacinação.

2021-04-12
13:25

Covid-19: Açores com 27 novos casos

Os Açores diagnosticaram nas últimas 24 horas 27 novos casos de covid-19, sendo um na ilha Terceira e 26 em São Miguel, decorrentes de 972 análises realizadas em laboratórios de referência da região, foi hoje anunciado.

Segundo o boletim de hoje da Autoridade de Saúde Regional, em São Miguel "todos os casos foram registados em contexto de transmissão comunitária".

Vila Franca do Campo continua a ser o concelho da ilha de São Miguel onde se regista o maior aumento diário de casos, hoje com mais 14, dos quais três em Ponta Garça, um na Ribeira Seca, sete em São Miguel e três em São Pedro.

Há também mais três novos casos no concelho da Lagoa (um em Água de Pau e dois no Rosário), quatro no concelho da Ribeira Grande (três na Ribeirinha e um no Pico da Pedra) e cinco no concelho do Nordeste (um na Algarvia e quatro em Santana).

Quanto ao caso na ilha Terceira, "é referente a um viajante, residente, com análise positiva ao sexto dia", na freguesia de Santa Cruz, da Praia da Vitória.

O comunidado diário da Autoridade de Saúde açoriana adianta que um dos casos reportados, no domingo, com história de ligação aérea com o exterior da região, cujo teste de despiste ao SARS-CoV-2, realizado após o sexto dia, produziu resultado positivo, "saiu da região à revelia das autoridades".

Há mais duas pessoas internadas hoje, num total de 12 doentes hospitalizados no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, sendo que cinco estão em Unidade de Cuidados Intensivos, mais uma do que no domingo.

Não há recuperações registadas nas últimas 24 horas.