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MAU TEMPO AO MINUTO | Meo vai creditar os clientes impactados pelos dias sem serviços

O pior já passou. É tempo de avaliar os estragos e reconstruir. Todas as informações para seguir aqui na CNN Portugal
2026-02-24

Acompanhamos aqui, ao minuto, os destaques nos trabalhos de levantamentos de danos e reconstrução, bem como os riscos e receios sentidos pela população com o cenário de regresso do mau tempo

2026-02-24
09:40

Meo vai creditar os clientes impactados pelos dias sem serviços

A Meo irá creditar os períodos de indisponibilidade de serviços de telecomunicações aos clientes localizados nas zonas afetadas pelas tempestades, o qual será refletido na fatura seguinte, esclareceu hoje à Lusa fonte oficial da operadora.

A Lusa contactou as operadoras na sequência de alguns clientes das zonas afetadas pelo mau tempo que ficaram sem comunicações afirmarem que estavam a receber as faturas sem crédito.

"Conforme previamente anunciado, a Meo informa que irá creditar os períodos de indisponibilidade de serviços de telecomunicações aos clientes localizados nas zonas afetadas pelas tempestades", disse à Lusa fonte oficial da empresa.

De acordo com a legislação em vigor, "os clientes impactados irão receber um crédito automático correspondente aos dias em que não dispuseram de serviço, o qual será refletido na fatura seguinte ao período de indisponibilidade", acrescentou a mesma fonte.

Na segunda-feira, fonte oficial da Vodafone Portugal explicou à Lusa que, "devido ao automatismo dos processos de faturação da Vodafone - que não foi possível interromper em tempo útil -, foram emitidas faturas a alguns clientes que ficaram sem serviço em consequência da depressão Kristin".

Contudo, "estes clientes serão ressarcidos do valor faturado através de crédito a partir da próxima fatura", asseverou a mesma fonte.

A Lusa contactou também a NOS sobre este tema.

2026-02-24
09:39

Endesa prevê iniciar construção de projeto do Pego em 2027

A energética espanhola Endesa disse hoje que prevê iniciar a construção do projeto associado à reconversão da central do Pego, em Abrantes, em 2027, depois de, há um ano, ter já assumido "algum atraso" no calendário.

A Endesa anunciou hoje uma atualização do plano estratégico da empresa para o período 2026-2028, em que prevê 10.600 milhões de euros de investimentos globais, 3.000 milhões dos quais para energias renováveis.

É neste contexto que refere o projeto "de transição justa do Pego (Portugal), cuja construção está previsto que arranque em 2027".

"Incorporará 600 MW [megawatts] de nova capacidade híbrida renovável (eólica, solar e baterias), com um investimento estimado de 600 milhões de euros. A sua configuração híbrida permite um perfil energético próximo à carga base, o que o faz muito adequado para clientes de grande escala, como centros de dados", escreveu a Endesa, no comunicado divulgado hoje.

Há um ano, quando apresentou os resultados de 2024, a Endesa admitiu "algum atraso" no projeto da central do Pego, mas garantiu que mantinha todos os compromissos e que esperava avançar no final de 2025 com os investimentos previstos.

O projeto da central elétrica do Pego avança "talvez com algum atraso" em relação ao previsto, afirmou então, em 27 de fevereiro de 2025, o presidente executivo da Endesa (CEO), José Bogas, numa conferência de imprensa em Madrid.

José Bogas lembrou que o projeto tem várias partes, que "vão conseguindo as declarações de impacto ambiental", e afirmou que avançava "corretamente".

Os compromissos "vão-se cumprindo", incluindo os sociais, com a comunidade local, ou a formação de trabalhadores, acrescentou.

Também o diretor financeiro da Endesa (CFO), Marco Palermo, disse que era expectável que ao longo de 2025 a empresa conseguisse todas as autorizações para avançar com os investimentos e que o projeto e as obras de reconversão da central do Pego começassem "a ter visibilidade".

Marco Palermo lembrou então que o investimento do Pego estava no plano da Endesa para o período de 2025-2027 e por isso o objetivo era que as obras avançassem e tivesse "visibilidade" no final de 2025.

No final de janeiro deste ano, a Endesa anunciou o plano de formação 2026 da Escola Rural de Energia Sustentável, em Abrantes, criada no âmbito do projeto para o Pego, que fontes da empresa disseram então à Lusa estar "em fase de tramitação ambiental", remetendo mais detalhes para a apresentação hoje do Plano Estratégico para 2026-2028.

A Endesa ganhou o concurso de transição justa para a reconversão da Central Termoelétrica do Pego, com um projeto de investimento de cerca de 600 milhões de euros, que combina a hibridização de fontes renováveis (solar fotovoltaica e eólica) e o seu armazenamento, com iniciativas de desenvolvimento social e económico.

A empresa é a maior elétrica espanhola e a segunda na distribuição de gás em Espanha.

Em Portugal, a Endesa produz e distribui eletricidade e ganhou o concurso para a reconversão da central do Pego.

A Endesa tem ainda em Portugal projetos para geração de energia solar.

A Endesa anunciou hoje que teve lucros de 2.198 milhões de euros no ano passado, mais 16,4% do que em 2024.

2026-02-23
17:31

Circulação ferroviária entre Coimbra e Figueira da Foz retomada na terça-feira

Circulação nas linhas ferroviárias continua suspensa em várias regiões, nomeadamente da Beira Baixa, Douro e Oeste
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2026-02-23
17:31

Mau tempo: clientes Vodafone serão ressarcidos do valor faturado com crédito na próxima fatura

Operadora explica que falha teve que ver com o automatismo dos processos de faturação
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2026-02-23
17:30

Concluída a intervenção provisória no dique que fez colapsar a A1

Está concluída a obra do dique que rompeu no Mondego, em Coimbra, junto à A1. A intervenção é temporária, mas vai ajudar na reparação definitiva. A Brisa mantém o prazo inicial de reabertura até ao final da primeira semana de março.

2026-02-23
17:30

Abrantes contabiliza mais de 10 milhões de euros em prejuízos devido ao mau tempo

Tempestade Kristin provocou derrocadas em estradas municipais, interdições em infraestruturas e danos em muitas habitações e vias de circulação no concelho
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2026-02-22
12:05

Intervenção concluída no dique que rompeu no rio Mondego, em Coimbra

A intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, a rotura do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, no dia 11, está concluída, anunciou hoje o Governo.

Numa nota de imprensa, o Ministério do Ambiente e da Energia (MAE) informa que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu “repor provisoriamente a estanquicidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes”.

Esta intervenção no rio Mondego “vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada”.

A APA está também a realizar intervenções nas margens do rio Lis, no concelho de Leiria, que sofreu uma rotura no dique da margem esquerda do rio, sob o viaduto da autoestrada 17, na freguesia de Amor, “situação que provocou o desvio de parte do caudal do rio para os campos agrícolas adjacentes”.

2026-02-22
08:52

Quercus quer produtoras de energia a contribuir para fundo de calamidade

A associação ambientalista Quercus defende que as empresas que produzem energia nas barragens devem contribuir para o fundo de apoio a catástrofes, anunciado na quinta-feira pelo Governo, com uma percentagem dos lucros extraordinários resultantes da acumulação hídrica nas barragens.

A sequência das tempestades que atingiram o país nas últimas semanas, provocando 18 mortes e a destruição total e parcial de casas, empresas, equipamentos, quedas de árvores e estruturas, proporcionou também uma acumulação de riqueza hídrica nas barragens nacionais, que estão atualmente nos seus níveis máximos de armazenamento de água, refere a associação em comunicado enviado à Lusa.

Enquanto principais beneficiárias das cheias recentes, as empresas produtoras de energia “podem e devem”, segundo a Quercus, contribuir para o fundo público de apoio a futuras catástrofes, através de uma sobretaxa correspondente a uma percentagem dos lucros extraordinários desta atividade.