MAU TEMPO AO MINUTO | Meo vai creditar os clientes impactados pelos dias sem serviços
Acompanhamos aqui, ao minuto, os destaques nos trabalhos de levantamentos de danos e reconstrução, bem como os riscos e receios sentidos pela população com o cenário de regresso do mau tempo
Meo vai creditar os clientes impactados pelos dias sem serviços
A Meo irá creditar os períodos de indisponibilidade de serviços de telecomunicações aos clientes localizados nas zonas afetadas pelas tempestades, o qual será refletido na fatura seguinte, esclareceu hoje à Lusa fonte oficial da operadora.
A Lusa contactou as operadoras na sequência de alguns clientes das zonas afetadas pelo mau tempo que ficaram sem comunicações afirmarem que estavam a receber as faturas sem crédito.
"Conforme previamente anunciado, a Meo informa que irá creditar os períodos de indisponibilidade de serviços de telecomunicações aos clientes localizados nas zonas afetadas pelas tempestades", disse à Lusa fonte oficial da empresa.
De acordo com a legislação em vigor, "os clientes impactados irão receber um crédito automático correspondente aos dias em que não dispuseram de serviço, o qual será refletido na fatura seguinte ao período de indisponibilidade", acrescentou a mesma fonte.
Na segunda-feira, fonte oficial da Vodafone Portugal explicou à Lusa que, "devido ao automatismo dos processos de faturação da Vodafone - que não foi possível interromper em tempo útil -, foram emitidas faturas a alguns clientes que ficaram sem serviço em consequência da depressão Kristin".
Contudo, "estes clientes serão ressarcidos do valor faturado através de crédito a partir da próxima fatura", asseverou a mesma fonte.
A Lusa contactou também a NOS sobre este tema.
Endesa prevê iniciar construção de projeto do Pego em 2027
A energética espanhola Endesa disse hoje que prevê iniciar a construção do projeto associado à reconversão da central do Pego, em Abrantes, em 2027, depois de, há um ano, ter já assumido "algum atraso" no calendário.
A Endesa anunciou hoje uma atualização do plano estratégico da empresa para o período 2026-2028, em que prevê 10.600 milhões de euros de investimentos globais, 3.000 milhões dos quais para energias renováveis.
É neste contexto que refere o projeto "de transição justa do Pego (Portugal), cuja construção está previsto que arranque em 2027".
"Incorporará 600 MW [megawatts] de nova capacidade híbrida renovável (eólica, solar e baterias), com um investimento estimado de 600 milhões de euros. A sua configuração híbrida permite um perfil energético próximo à carga base, o que o faz muito adequado para clientes de grande escala, como centros de dados", escreveu a Endesa, no comunicado divulgado hoje.
Há um ano, quando apresentou os resultados de 2024, a Endesa admitiu "algum atraso" no projeto da central do Pego, mas garantiu que mantinha todos os compromissos e que esperava avançar no final de 2025 com os investimentos previstos.
O projeto da central elétrica do Pego avança "talvez com algum atraso" em relação ao previsto, afirmou então, em 27 de fevereiro de 2025, o presidente executivo da Endesa (CEO), José Bogas, numa conferência de imprensa em Madrid.
José Bogas lembrou que o projeto tem várias partes, que "vão conseguindo as declarações de impacto ambiental", e afirmou que avançava "corretamente".
Os compromissos "vão-se cumprindo", incluindo os sociais, com a comunidade local, ou a formação de trabalhadores, acrescentou.
Também o diretor financeiro da Endesa (CFO), Marco Palermo, disse que era expectável que ao longo de 2025 a empresa conseguisse todas as autorizações para avançar com os investimentos e que o projeto e as obras de reconversão da central do Pego começassem "a ter visibilidade".
Marco Palermo lembrou então que o investimento do Pego estava no plano da Endesa para o período de 2025-2027 e por isso o objetivo era que as obras avançassem e tivesse "visibilidade" no final de 2025.
No final de janeiro deste ano, a Endesa anunciou o plano de formação 2026 da Escola Rural de Energia Sustentável, em Abrantes, criada no âmbito do projeto para o Pego, que fontes da empresa disseram então à Lusa estar "em fase de tramitação ambiental", remetendo mais detalhes para a apresentação hoje do Plano Estratégico para 2026-2028.
A Endesa ganhou o concurso de transição justa para a reconversão da Central Termoelétrica do Pego, com um projeto de investimento de cerca de 600 milhões de euros, que combina a hibridização de fontes renováveis (solar fotovoltaica e eólica) e o seu armazenamento, com iniciativas de desenvolvimento social e económico.
A empresa é a maior elétrica espanhola e a segunda na distribuição de gás em Espanha.
Em Portugal, a Endesa produz e distribui eletricidade e ganhou o concurso para a reconversão da central do Pego.
A Endesa tem ainda em Portugal projetos para geração de energia solar.
A Endesa anunciou hoje que teve lucros de 2.198 milhões de euros no ano passado, mais 16,4% do que em 2024.
Circulação ferroviária entre Coimbra e Figueira da Foz retomada na terça-feira
Mau tempo: clientes Vodafone serão ressarcidos do valor faturado com crédito na próxima fatura
Concluída a intervenção provisória no dique que fez colapsar a A1
Está concluída a obra do dique que rompeu no Mondego, em Coimbra, junto à A1. A intervenção é temporária, mas vai ajudar na reparação definitiva. A Brisa mantém o prazo inicial de reabertura até ao final da primeira semana de março.
Abrantes contabiliza mais de 10 milhões de euros em prejuízos devido ao mau tempo
Intervenção concluída no dique que rompeu no rio Mondego, em Coimbra
A intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, a rotura do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, no dia 11, está concluída, anunciou hoje o Governo.
Numa nota de imprensa, o Ministério do Ambiente e da Energia (MAE) informa que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu “repor provisoriamente a estanquicidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes”.
Esta intervenção no rio Mondego “vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada”.
A APA está também a realizar intervenções nas margens do rio Lis, no concelho de Leiria, que sofreu uma rotura no dique da margem esquerda do rio, sob o viaduto da autoestrada 17, na freguesia de Amor, “situação que provocou o desvio de parte do caudal do rio para os campos agrícolas adjacentes”.
Quercus quer produtoras de energia a contribuir para fundo de calamidade
A associação ambientalista Quercus defende que as empresas que produzem energia nas barragens devem contribuir para o fundo de apoio a catástrofes, anunciado na quinta-feira pelo Governo, com uma percentagem dos lucros extraordinários resultantes da acumulação hídrica nas barragens.
A sequência das tempestades que atingiram o país nas últimas semanas, provocando 18 mortes e a destruição total e parcial de casas, empresas, equipamentos, quedas de árvores e estruturas, proporcionou também uma acumulação de riqueza hídrica nas barragens nacionais, que estão atualmente nos seus níveis máximos de armazenamento de água, refere a associação em comunicado enviado à Lusa.
Enquanto principais beneficiárias das cheias recentes, as empresas produtoras de energia “podem e devem”, segundo a Quercus, contribuir para o fundo público de apoio a futuras catástrofes, através de uma sobretaxa correspondente a uma percentagem dos lucros extraordinários desta atividade.