Morreu a primeira pessoa com gripe das aves H3N8 - TVI

Morreu a primeira pessoa com gripe das aves H3N8

  • CNN Portugal
  • MCP
  • 12 abr 2023, 10:35
Galinheiro, galinhas, quinta. Foto: Mario Tama/Getty Images

Aconteceu na China, onde também já tinha sido detetado o primeiro caso num humano, em maio de 2022. A Organização Mundial de Saúde assegura que os níveis de propagação entre humanos são baixos

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Em maio de 2022, era detetado o primeiro caso da estirpe da gripe das aves H3N8 num humano, na província chinesa de Henan. Quase um ano depois, a Organização Mundial de Saúde confirma a primeira morte associada ao vírus, também na China, mas na província de Guangdong.

A vítima é uma mulher de 56 anos que, segundo a organização, “já tinha várias condições (de saúde) subjacentes”. A mulher adoeceu no final de fevereiro e foi hospitalizada com pneumonia grave a 3 de março, acabando por morrer no dia 16 do mesmo mês.

“A paciente tinha um histórico de exposição a aves vivas antes do início da doença e antecedentes de aves selvagens em volta da sua casa”, lê-se no comunicado divulgado na terça-feira.

Ainda que possa ter sido a exposição a um grande número de aves vivas a causa da infeção, “ainda não está claro qual é a fonte exata dessa infeção e como este vírus está relacionado a outros vírus da gripe das aves A (H3N8) que circulam entre animais”, afirmou a OMS, apelando a mais investigações quer a animais, como humanos.

Ainda segundo considerações da OMS, estes dois primeiros casos, ambos resultantes de contacto direto ou indireto a aves de capoeira infetadas, tiveram evoluções diferentes: um dos infetados desenvolveu doença crítica, o outro - um menino de quatro anos - teve doença ligeira.

“Parece que esse vírus não tem a capacidade de se propagar facilmente de pessoa para pessoa e, portanto, o risco de se espalhar entre humanos a níveis nacional, regional e internacional é considerado baixo”, assegurou.

No entanto, não deixa de alertar: "Devido à natureza em constante evolução dos vírus, a OMS enfatiza a importância da vigilância global para detetar alterações virológicas, epidemiológicas e clínicas associadas aos vírus da gripe em circulação que podem afetar a saúde humana (ou animal)”.

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