Autoeuropa suspende produção de 11 de setembro a 12 de novembro (problema começou nas cheias na Eslovénia) - TVI

Autoeuropa suspende produção de 11 de setembro a 12 de novembro (problema começou nas cheias na Eslovénia)

  • Sofia Garcia
  • 31 ago 2023, 10:44
Autoeuropa

Empresa diz que "está a trabalhar intensamente para minimizar os efeitos negativos no fornecimento e na produção" de automóveis

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A Volkswagen Autoeuropa vai suspender a produção a partir de 11 de setembro e até ao dia 12 de novembro, sabe a CNN Portugal, que teve acesso a uma carta enviada pela empresa aos fornecedores. 

A administração da Volkswagen Autoeuropa já tinha anunciado aos trabalhadores que iria suspender a produção a partir da primeira quinzena de setembro por falta de peças produzidas por um fornecedor na Eslovénia, que são essenciais à construção de motores. O fornecedor, revelou a empresa, foi severamente afetado pelas cheias que aconteceram no início de agosto.

Entretanto a administração enviou nova informação aos seus colaboradores, esclarecendo que dias 9 e 10 de setembro estará disponível a possibilidade dos down days, prevista no acordo de empresa. A partir de 11 de setembro, e até ao fim da paragem, os trabalhadores entram em lay-off, à exceção das áreas que continuem a operar.

No primeiro documento, com data de 29 de agosto, a Autoeuropa refere que "está a trabalhar intensamente para minimizar os efeitos negativos no fornecimento e na produção" de automóveis. "Nesta altura, gostaríamos de pedir a vossa compreensão durante este período crítico", lê-se na carta enviada aos fornecedores, que avisa para a paragem de cerca de oito semanas. 

"Apesar de todos os nossos esforços, nenhum de nós tem influência nos eventos naturais que afetam as nossas cadeias de abastecimento, canais de distribuição, os próprios e a disponibilidade dos funcionários no estrangeiro e nossos parceiros de negócios", acrescenta a carta.

A Autoeuropa considera ainda a paragem forçada como uma "situação de força maior", razão pela qual não se responsabiliza por eventuais atrasos ou incumprimentos nos contratos já assinados, em virtude destas "circunstâncias excecionais".

"Nesta situação indesejável nas inevitável, que não é habitual para todos nós, pedimos o vosso total apoio e flexibilidade para implementar as atividades necessárias", conclui o texto.

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