Rio Ave-AVS, 2-2 (crónica) - TVI

Rio Ave-AVS, 2-2 (crónica)

  • Nuno Dantas
  • Estádio dos Arcos
  • 17 abr, 22:45

AVS segura-se na I Liga… pelo menos por um dia

O AVS vai passar pelo menos mais um dia a acalentar a esperança de ainda conseguir um milagre e manter-se na I Liga. O ponto conquistado em Vila do Conde evita a descida imediata, mas os avenses ficam à espera do que vão fazer Nacional e Casa Pia.

A alegria contida dos visitantes contrastou com a tristeza dos locais. O Rio Ave, caso tivesse vencido, assegurava, praticamente, a manutenção. A equipa de Silaidopoulos entrou a ganhar, mas acabou por adormecer e foi surpreendida. O esforço final valeu a divisão de pontos e evitou o “Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye” do Aves.

Silaidopoulos fez regressar Miszta à baliza do Rio Ave, precisamente três meses depois do último jogo do guardião polaco – a 17 de janeiro com o Benfica –, jogando no lugar de Van der Gouw. Jason Blesa também regressou à frente de ataque, atirando Tamble para o banco, e Ryan Guilherme assumiu, surpreendentemente, a titularidade no lugar de Nikitscher, que até tinha marcado nos Açores. Já João Henriques, mais limitado, mudou apenas uma peça no onze, trocando Óscar Perea por Andre Green no lado esquerdo do ataque.

O jogo esteve mortiço até ao golo do Rio Ave. As equipas tinham processos lentos e previsíveis, facilitando a vida às defesas. Lento e previsível são dois adjetivos que se podem usar no remate de Olinho que deu o golo vilacondense. O médio alemão rematou frouxo e à figura, mas Adriel atrapalhou-se e acabou por deixar a bola entrar. Grande frango com entrada direta para o anedotário do futebol português.

A equipa da Vila das Aves demorava a dar sinal de si e os vilacondenses quase aumentavam a contagem, mas, desta feita, o guardião avense redimiu-se. Blesa surgiu isolado e Adriel, com uma bela mancha, a evitar o golo. À passagem da meia hora, os visitantes entraram na discussão do jogo de bola parada. Após canto, Tomané aproveitou a confusão na área para marcar.

A formação rioavista entrou para a segunda metade com vontade de resolver o encontro a seu favor. Bezerra podia ter dado nova vantagem, contudo, Adriel continuou a redenção do golo sofrido e, com mais uma boa defesa, evitou o golo. Foi sol de pouca dura, já que o desafio se tornou enfadonho e sem motivos de interesse. Percebendo isso, os técnicos mexeram nas equipas e o AVS acabou por se dar melhor.

A equipa de Santo Tirso voltou a marcar de bola parada. Gustavo Mendonça marcou o pontapé de canto à esquerda e Pedro Lima, solto na pequena área, a cabecear para o fundo das redes. O Rio Ave não queria ser a tábua de salvação dos avenses e foi em busca do empate e, se com cantos se mata, também se morre. Após mais uma bola parada, o esférico ficou a pingar na área e Ntoi, oportuno, atirou a contar. Até ao final, o Rio Ave ainda tentou marcar o golo que valia praticamente a manutenção. Tamble foi o jogador que esteve mais perto, mas faltou eficácia.

FIGURA: Pedro Lima (AVS)

Bom jogo do médio brasileiro do AVS. Bom tecnicamente, Pedro Lima teve sempre os olhos apontados para a baliza do Rio Ave, fazendo circular o esférico pela equipa e lançando sempre os ataques do Aves. Antes do golo, o jogador de 23 anos esteve muito perto de marcar. O remate saiu a rasar o poste. Do canto, nasceu o golo que podia ter dado a segunda vitória no campeonato à turma de Santo Tirso. Oportuno, apareceu na pequena área a cabecear para golo.

MOMENTO DO JOGO: Frango de Adriel

Entrada direta para o anedotário do futebol português. Um remate frouxo de Olinho, com o seu pior pé, abriu o marcador para o Rio Ave. O que parecia uma defesa fácil para Adriel, tornou-se no golo vilacondense. O guarda-redes não segurou o esférico que ainda bateu no poste, voltou a bater no brasileiro e só parou no fundo das redes. Piu, piu, piu, grande frango!

POSITIVO: Luta do AVS

Pelo menos por mais um dia o AVS segurou-se na I Liga. O esforço da equipa da Vila das Aves nos últimos jogos merecia mais do que os 13 pontos que a equipa tem. Pelo esforço em Vila do Conde, merece agarrar-se à única tábua de salvação que ainda resta.

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