Companhias aéreas reportam falhas nos GPS quando sobrevoam o Mar Báltico - e há quem aponte o dedo à Rússia - TVI

Companhias aéreas reportam falhas nos GPS quando sobrevoam o Mar Báltico - e há quem aponte o dedo à Rússia

  • CNN Portugal
  • PF
  • 29 mar, 16:26
Finnair

"A Rússia ataca regularmente os aviões, os passageiros e o território soberano dos países da NATO. São incidentes absolutamente deliberados", diz Dana Goward, presidente da Fundação Resilient Navigation and Timing

Várias companhias aéreas cujos aviões sobrevoam o Mar Báltico estão a reportar falhas nos sistemas GPS, e a culpa está a ser colocada na Rússia.

Segundo o jornal Politico, estes bloqueios do sinal de GPS têm acontecido desde o início da guerra na Ucrânia e concentram-se sobretudo em torno da zona do exclave russo de Kaliningrado.

A Eurocontrol, a Organização Europeia para a Segurança do Tráfego Aéreo, afirma que os relatos de interferências feitos pelos pilotos, através do seu sistema EVAIR, têm "aumentado de forma constante desde janeiro de 2022", e estão a tornar-se mais comuns este ano.

"Durante os primeiros dois meses de 2024, o EVAIR registou um elevado aumento nas comunicações de interferências de GPS. Em números absolutos, recebemos 985 interferências, em comparação com 1.371 em todo o ano de 2023", disse a instituição, citada pelo Politico.

Entre as companhias que reportaram este fenómeno estão a Finnair e a airBaltic.

Para Dana Goward, presidente da Fundação Resilient Navigation and Timing, sediada nos EUA, o culpado só pode ser um.

"A Rússia ataca regularmente os aviões, os passageiros e o território soberano dos países da NATO. São incidentes absolutamente deliberados", disse o responsável, ligando a mais recente série de interferências à entrada da Suécia na Aliança Atlântica e à instalação de sistemas de defesa contra mísseis Aegis na Polónia.

"As interferências começaram no mesmo dia ao longo da fronteira norte da Polónia e através do Corredor de Suwałki”, referiu.

A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) está a monitorizar a situação, de acordo com a publicação, mas por enquanto afirma que o problema não põe em perigo os aviões e que não é possível saber qual a origem das interferências.

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