Lagarde alerta que perspetivas de crescimento são frágeis - TVI

Lagarde alerta que perspetivas de crescimento são frágeis

  • Agência Lusa
  • DCT
  • 14 abr 2023, 17:50
Christine Lagarde BCE (AP/ Michael Probst)

O Banco Central Europeu (BCE) está a monitorizar as atuais tensões do mercado e continua preparado para responder conforme for necessário para preservar a estabilidade de preços e a estabilidade financeira na zona euro.

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, considerou esta sexta-feira que as perspetivas de crescimento da economia melhoraram nos últimos meses, mas continuam frágeis num contexto de incerteza persistente em que os riscos se inclinam para o lado negativo.

"As tensões persistentemente altas nos mercados financeiros podem apertar as condições gerais de crédito mais fortemente do que o esperado e enfraquecer a confiança", disse durante a reunião do Comité Monetário e Financeiro Internacional do Fundo Monetário Internacional (FMI) nas reuniões de primavera, que decorrem esta semana em Washington (Estados Unidos) .

Neste sentido, reiterou que o Banco Central Europeu (BCE) está a monitorizar as atuais tensões do mercado e continua preparado para responder conforme for necessário para preservar a estabilidade de preços e a estabilidade financeira na zona euro.

Por outro lado, recordou que a guerra na Ucrânia continua a ser um risco negativo significativo para a economia que pode fazer subir novamente o custo da energia e dos alimentos, enquanto o crescimento na zona euro também pode ser afetado se a economia mundial enfraquecer mais do que o esperado.

Desta forma, reconheceu que as perspetivas de recuperação da economia mundial continuam frágeis enquanto se mantém a continuidade da incerteza e a possibilidade de surgirem novamente pressões nos mercados mundiais de energia e alimentos, o que conduziria novamente ao aumento da inflação.

Alertou ainda que a resiliência dos mercados de trabalho e o forte crescimento salarial, especialmente nas economias avançadas, sugerem que as pressões inflacionistas subjacentes continuam fortes.

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