Em maio defendeu na CNN Portugal que o Estado devia interromper a emissão dos certificados de aforro, em junho sai do Banco CTT: João Moreira Rato, há notícias - TVI

Em maio defendeu na CNN Portugal que o Estado devia interromper a emissão dos certificados de aforro, em junho sai do Banco CTT: João Moreira Rato, há notícias

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  • Alberto Teixeira
  • 30 jun 2023, 10:46
O economista João Moreira Rato entrevistado na CNN. Frame vídeo

As declarações feitas à CNN Portugal tornaram-se polémicas

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João Moreira Rato vai abandonar o cargo de chairman do Banco CTT. Cessa funções esta sexta-feira “a seu pedido e por razões pessoais, na sequência da renúncia ao cargo apresentada em maio”, adiantaram os CTT em comunicado enviado às redações.

“Estão já a decorrer, junto do regulador, as diligências formais conducentes à nomeação de um novo presidente do conselho de administração do Banco CTT”, acrescenta a empresa.

A saída surge depois de o economista e antigo presidente do IGCP ter defendido no final de maio que o Estado devia interromper a emissão dos certificados de aforro — o comunicado dos CTT não faz qualquer referência a este episódio, ainda assim. As declarações feitas à CNN tornaram-se polémicas porque dias mais tarde o Governo decidiu descontinuar a Série E destes certificados e lançar uma nova série com uma taxa de remuneração mais baixa.

A oposição criticou a decisão, considerando que foi uma cedência à pressão dos bancos, pois estavam a registar uma grande saída de depósitos para os certificados. Uma acusação que as Finanças rejeitam.

Por outro lado, as afirmações de Moreira Rato também poderão ter caído mal dentro dos CTT, pois a comercialização dos certificados tem sido um dos negócios em grande ascensão este ano. A venda dos produtos de poupança do Estado tem rendido mais de 24 milhões por ano, de acordo com as contas do ECO.

Moreira Rato entrou para o conselho de administração do Banco CTT em 2019. O banco é liderado por Luís Pereira Coutinho e é uma das alavancas do crescimento dos CTT, a par das encomendas, para travar o declínio do negócio das cartas. Os Correios tiveram lucros de 36,4 milhões de euros em 2022.

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