O primeiro-ministro pediu mais tempo para responder às questões do grupo parlamentar do PSD sobre o livro do ex-governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, a propósito do Banif e também das alegadas pressões em favor de Isabel dos Santos.

Ao que a CNN Portugal apurou, o Presidente da Assembleia da República já recebeu o pedido do gabinete de António Costa a solicitar "a prorrogação do prazo de resposta da pergunta apresentada pelo grupo parlamentar do PSD a 23 de novembro de 2022, devido a estar ainda em curso a recolha de informação para resposta à mesma, que se reveste de alguma complexidade por reportar a acontecimentos ocorridos há mais de 6 anos".

No jantar de Natal do Grupo Parlamentar do PSD, Luís Montenegro recordou que os sociais-democratas colocaram, em 23 de novembro, 12 “perguntas diretas” ao primeiro-ministro sobre as acusações do ex-governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, até então sem resposta.

“Eu quero perguntar porquê senhor primeiro-ministro? Então afinal não se passava nada, não tinha tudo falta de sustentação, não era tudo atentatório da honra? Então era fácil de responder, está na hora de responder. Não responde porque é este o padrão deste governo”, desafiou.

O líder do PSD retomou a acusação a António Costa de se comportar como o novo “dono disto tudo” e ao Governo de adotar “uma pose majestática, imperial, de quem tem a maioria absoluta” no parlamento, nas câmaras, nas juntas de freguesia e no Parlamento Europeu.

Recorde-se que o ex-governador do Banco de Portugal acusou António Costa de intromissão política junto do supervisor bancário no caso de Isabel dos Santos.  O primeiro-ministro vai processar Carlos Costa por ofensa à honra e ao bom nome.

Paula Caeiro Varela