IGAS investiga como foi possível Hospital de Gaia não ter detetado fuga de mãe com bebé internado - TVI

IGAS investiga como foi possível Hospital de Gaia não ter detetado fuga de mãe com bebé internado

  • Agência Lusa
  • CM
  • 5 dez 2025, 13:28
Hospital

Na quarta-feira, uma criança de quatro meses foi retirada pela mãe do internamento em pediatria contornando as medidas de segurança

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A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) instaurou um processo de inspeção à unidade Local de Saúde Gaia/Espinho (ULSGE) na sequência do caso de uma bebé de quatro meses que foi retirada da unidade pela mãe, sem autorização. 

“O processo de inspeção (…) tem como objetivo avaliar os mecanismos de segurança naquela unidade hospitalar”, refere a IGAS numa nota enviada esta sexta-feira à agência Lusa.

Especificando que este processo surge “na sequência de notícias (…) relativas à retirada de um bebé de 4 meses pela mãe do internamento de pediatria do Hospital Eduardo Santos Silva (…) contornando as medidas de segurança”, a IGAS indica que a inspeção foi requerida, na quinta-feira, por despacho do Inspetor-geral.

Na quarta-feira, uma criança de quatro meses foi retirada pela mãe do internamento em Pediatria, contornando as medidas de segurança.

A mãe retirou a filha do hospital durante a tarde, "após ter sido informada pelo tribunal, durante a manhã, de que a criança seria entregue a uma família de acolhimento" ainda durante o dia de quarta-feira, referiu fonte hospitalar, acrescentando que a ULSGE tinha um inquérito interno.

O caso foi avançado pelo Jornal de Notícias, que referiu que o hospital comunicou o desaparecimento da bebé à PSP e ao tribunal.

A bebé regressou na quinta-feira ao final da tarde ao hospital de Gaia, após ser entregue por familiares na GNR dos Carvalhos, e já se encontra numa instituição.

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Gaia/Espinho, Luís Matos, assumiu na quinta-feira não saber como isto foi possível.

"Vamos avaliar o sistema das pulseiras, vamos avaliar como é que foi possível ela ter sido retirada e vamos fazer os testes todos que pudermos", garantiu Luís Matos aos jornalistas.

A pulseira eletrónica foi encontrada intacta no caixote do lixo da casa de banho do quarto onde a criança estava internada.

"Temos de retirar daqui uma aprendizagem para que isto não se repita, isto não pode voltar a acontecer, nós não vamos deixar que isto volte a acontecer e, por isso, vamos retirar daqui todos os ensinamentos", reiterou.

 

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