Champions: Benfica-At. Madrid, 4-0 (crónica) - TVI

Champions: Benfica-At. Madrid, 4-0 (crónica)

Uma águia de gala, gigante como antigamente

«Será um jogo de Champions e que seja uma noite à Benfica das antigas. Espero a melhor versão de cada jogador.»

O mote foi dado por Bruno Lage e cumprido à risca pelo Benfica. A águia europeia voou alto, bem alto nesta noite de bola no Estádio da Luz.

Na estreia dos encarnados a jogar em casa na nova Liga dos Campeões, houve vitória portuguesa frente ao Atlético de Madrid, por 4-0. A águia venceu e… convenceu.

Bruno Lage manteve a estrutura que o tem acompanhado nesta segunda passagem pelo Benfica, mas com duas novidades: Bah regressou à lateral-direito e foi Tomás Araújo o escolhido para fazer dupla com Otamendi: António Silva foi para o banco.

Uma noite vermelha desde o início

Desde cedo se percebeu que a noite ia ser vermelha. As águias entraram a mandar no jogo, com a lição bem estudada e a banalizar um Atlético de Madrid longe do seu melhor, como tantas vezes acontece.

A pressão alta resultou, a defesa colchonera teve muitas dificuldades para sair a jogar, e na frente, apesar do esforço de Griezmann, o ataque não rolava. E foi por aí que o triunfo encarnado começou a ser construído.

FILME E FICHA DE JOGO.

Witsel, primeiro, e Oblak, depois, impediram Pavlidis de festejar logo nos primeiros dez minutos. Sorte diferente teve Aktürkoglu, aos 13 minutos, quando fez o 1-0, depois de ser servido por Aursnes e após uma recuperação em zona alta dos homens da casa.

Se a balança já estava inclinada, a partir daí mais inclinada ficou.

Di María foi um vagabundo, andando um pouco por todo o lado, e combinando principalmente com Kökcü e Carreras. Aursnes dava largura na direita, ao lado de Bah. E o ataque do Benfica foi-se dando de forma natural, mesmo numa noite mais desinspirada de Pavlidis – apesar de todo o trabalho sem bola.

E mesmo com vários períodos sem grande acutilância ofensiva, o Benfica foi sempre o adulto da sala, com a lição bem estudada e pronta para banalizar um adversário que ombreia com os melhores da Europa.

Pavlidis, um prenúncio para a segunda parte

Só Samuel Lino, o ex-Gil Vicente, foi capaz de causar calafrios a Trubin, num lance até involuntário. Do outro, Pavlidis esteve perto do 2-0 em cima do intervalo. Um prenúncio do que aí vinha.

Simeone fez três alterações ao intervalo, sacrificou inclusivamente Griezmann, e o Atlético só piorou. Ao mesmo tempo, claro, o Benfica melhorou.

Di María fez o segundo de penálti aos 52 minutos, e a partir daí foram 38 minutos e uns pozinhos de uma noite europeia à Benfica, a tal que Lage tinha pedido, e que só não teve outros contornos porque houve algum desperdício.

Adeptos pediram, Bah e Kökcü responderam

A Luz voltou a ser Luz, gritaram-se olés, pediram-se mais golos. Bah e Kökcü, este de penálti, acederam ao pedido, por entre um par de lances em que Oblak evitou males maiores.

Se este era o maior teste – até à data – do novo Benfica de Lage, foi ultrapassado, e com distinção. A águia soma seis pontos em seis possíveis e junta-se ao grupo de líderes da nova Champions League.

Isto na noite em que a Luz voltou a ser Luz e o Benfica voltou a ser o Benfica europeu. Bruno Lage pediu, as águias entregaram.

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