José Mourinho, treinador do Benfica, lamentou o erro de Enzo Barrenechea no golo do Sporting, durante o Dérbi Eterno desta sexta-feira (1-1), em conferência de imprensa.
«Começámos mal e o Sporting começou bem. Marcámos um autogolo, o golo do Suárez é na verdade um autogolo. O que me chateia de sobremaneira. Trabalhámos isso, nada de triângulos em zona baixa, entre guarda-redes e médio. Primeiro pontapé de baliza, tivemos auto-golo. Tivemos um período em que tivemos mal. Voltamos a ter dificuldades com bola. Depois há reação, há golo. Na segunda parte fomos mais fortes, dominadores. Não tivemos situações de perigo na nossa área. Tivemos um único pontapé de canto ao minuto 90 e qualquer coisa. Dominámos. Obviamente que não íamos ter cinco ou seis oportunidades de golo, mas normalmente a cabeçada do Ríos é golo. Foi o Luis Suárez que tirou. O Ivanovic entra para esticar e atacar a profundidade, fresco. Ficámos com menos um e o jogo teve outro cariz.»
Ajustes na pressão mudaram o jogo?
«Acho que sim. Na parte final já estávamos a pressionar um bocadinho melhor. A dez minutos do fim da primeira parte pedi ao meu analista para cortar alguns lances que tinha selecionado para mostrar aos jogadores e eles interpretaram bem na segunda parte. Quando tens gente como o Barreiro, ou como o Ríos, muito fortes na intensidade, controlámos muito bem naquela zona.»
Erro na construção
«A questão é aquela que já lhes pus. É por que razão fizeram o contrário daquilo que tinha pedido. Eles sabem que erraram. O guarda-redes sabe, o António sabe, o Enzo sabe. Não foi só no golo do Sporting, foi também noutros lances. Por que razão é que fizeram a tremideira. Depois sentes a reação do público e houve alguma intranquilidade. Acalmaram e o golo do empate volta a pôr as coisas no patamar zero emocional. Na segunda parte tivemos mais confiança. Jogamos em dois terços de campo, o Sporting não teve mais nenhum remate à baliza e Trubin não toca mais na bola.»