José Mourinho deixou elogios rasgados Andreas Schjelderup, dizendo que o norueguês desenvolveu-se a vários níveis, menos um: a «cara de menino». E foi evasivo sobre a continuidade de Nicolás Otamendi.
Evolução de Andreas Schjelderup
«Ontem falei com ele e disse-lhe que tinha muitos motivos para estar super orgulhoso com ele próprio. Comparar o Schjelderup de há meses com o de hoje é impossível, não há nenhum ponto de comparação. A única coisa que há igual é aquela cara de menino, porque continua sem barba, a cara é igual. Aquela cara de bebé é igual. Tudo o resto, nada é comparável, nem sob ponto de vista físico, tático, mental... Não há nada comparável. Diria que este miúdo, a continuar a evoluir desta maneira, será, seguramente, um caso sério de grande talento. O processo dele não foi fácil, no sentido em que eu via o potencial, mas não gostava nada do que via. Levei-o aos limites, a muitos níveis, a cada dia, não o convocando, metendo gente mais jovem a jogar, sentando-o no banco, com muita crítica e trabalho... Aquilo era 'ou vai ou racha', e foi, por mérito seu, que aguentou a pressão e o trabalho. Teve um desenvolvimento extraordinário e o mérito é todo dele. A continuar assim, acho que é um caso verdadeiramente sério de talento».
Continuidade de Nicolás Otamendi
«No caso do Otamendi, um jogador com a sua carreira, não vou ser eu a comunicar alguma coisa. A única coisa que posso dizer é que, da minha parte, tive muita gente boa ao longo destes mais de 20 anos e ele é, seguramente, um dos bons. Só me deixa recordações positivas, como jogador e homem. Seja qual for a decisão, que seja muito feliz, é aquilo que eu lhe desejo. Há gente que sai, gente que entra... É a normalidade nos clubes. A janela de mercado ainda não abriu e que já se fala tanto. E ainda vai alongar-se durante o Mundial e o pós-Mundial... É natural que algum jogador que jogará amanhã jogará o último jogo. É absolutamente normal.»