José Mourinho, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após a vitória sobre o Nápoles por 2-0 na 6.ª jornada da fase de liga da Champions:
Foi uma exibição, como diria Jorge Jesus, com nota artística? Foi a melhor desde que chegou?
«Acho que não sou a pessoa indicada para falar de notas artísticas e de grandes análises. Eu tenho um problema com este senhor aqui ao lado [n.d.r.: Gonçalo Guimarães, assessor de imprensa da equipa principal do Benfica]. Não gosto de ler e não gosto de ouvir, mas ele persiste em mandar-me as coisas e acorda-me às 08h30 da manhã e não me deixa dormir porque manda-me coisas às 11 e meia da noite e à meia-noite. Mas recordo-me de uma que me mandou que era qualquer coisa como a construção do Benfica ser bola na frente do Otamendi: ‘E mais não faz’. Já melhorámos qualquer coisinha, não? Já jogamos qualquer coisinha. Damos dois ou três passes e de vez em quando conseguimos fazer um golo como o segundo que fizemos. Se tivesse sido uma equipa com uma camisola de cor diferente, teria sido uma nota artística elevadíssima. Nota artística é para vocês, não para mim.»
Sai daqui com a sensação de que a equipa está no ponto que pretende ou ainda longe?
«Longe. A equipa está a melhorar, esconde deficiências, limitações, encontra novas soluções e começa a saber interpretar diferentes adversários e modos de jogar. Hoje soube compactar, pressionar alto, baixar linhas e defender com uma linha de cinco nos últimos dez minutos. A equipa começa a ter cultura tática e começa a ser equipas. Mas obviamente que estamos longe daquilo que eu gostaria que fosse a nossa equipa.
Mas estamos a esconder muito bem as nossas limitações e a desenvolver muito bem as nossas qualidades.
Por exemplo, outra das brilhantes mensagens com que sou acordado foi que todos os jogadores do Benfica pioraram desde que eu cheguei. Eu acho que o Ríos piorou bastante, que o Dahl piorou bastante e que há muita gente que piorou bastante. Mas pronto… siga a marinha.»