O Benfica apresentou um lucro de 29 milhões de euros na divulgação da informação económica e financeira relativa ao primeiro semestre do exercício de 20025/26, correspondente ao período compreendido entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2025. Apesar do resultado positivo, o clube regista uma queda de 16 por cento em comparação com o período homólogo, tendo contribuído para isso o processo eleitoral que custou ao clube 3,2 milhões de euros.
Uma diferença de menos 5,6 milhões em relação ao mesmo período da época passada que se explicam com a realização das eleições, que ditaram um investimento de 3,2 milhões de euros, bem acima dos 550 mil euros que estavam previstos no orçamento. Uma diferença justificada pela SAD com os encargos contratados à empresa Multicert, do grupo SIBS, responsável pela validação dos votantes e pela certificação do ato eleitoral.
Para a diferença em relação ao período homólogo também contribuiu o menor impacto do rendimento da transferência do futebol feminino para a Benfica SAD, tendo sido contabilizados apenas 400 mil euro este semestre, contra os 2,5 milhões de euros da época passada. Além disso, também houve um decréscimo na contribuição do resultado da própria SAD, registada através o Método da Equivalência Patrimonial.
O resultado operacional consolidado ascende a 53,7 milhões de euros, com um forte contributo da venda de jogadores, que contribuíram com 54,6 milhões de euros no primeiro semestre. Excluindo o impacto do mercado, o resultado seria negativo em 800 mil euros, um resultado operacional que permite ao clube ficar «próximo do equilíbrio económico neste período».
Apesar e tudo, isolando os efeitos não recorrentes, a atividade corrente do clube apresenta uma evolução positiva, com um crescimento de 6 por cento. As receitas de quotização dos sócios subiram para 12,4 milhões de euros [mais 12 por cento] e o merchandising subiu para os 11,5 milhões de euros [mais 5 por cento], duas rúbricas «com os melhores registos de sempre do clube num primeiro trimestre».
Em sentido contrário, os royalties de utilização da marca Benfica totalizam 8,8 milhões de euros (menos 9 por cento), devido à diminuição dos rendimentos da Benfica SAD.
O ativo do clube totaliza agora 122,6 milhões de euros, registando um aumento de 32,3 milhões de euros (mais 36 por cento) face a 30 de junho de 2025, enquanto o passivo ascende a 85,3 milhões de euros, representando um acréscimo de 4 por cento face a 30 de junho de 2025, sobretudo devido ao crescimento dos saldos com entidades do Grupo Benfica, passando a representar 69,6 por cento do ativo.
Considerando o plano orçamental para a época desportiva de 2025/26, que estipulava um resultado operacional do clube (excluindo o MEP) de 5,5 milhões de euros, e isolando o impacto do processo eleitoral (que representa um desvio de cerca de 2,7 milhões de euros), verifica-se que a execução orçamental recorrente apresenta uma evolução positiva, superando no final do primeiro semestre o valor previsto, «mantendo-se como prioridade para o segundo semestre a contenção de gastos e o crescimento sustentado dos rendimentos».