Bordalo II cobre campa de Salazar com "probiótico antifascista" - TVI

Bordalo II cobre campa de Salazar com "probiótico antifascista"

Bordalo II

Nas imagens divulgadas pelo próprio artista pode ver-se a campa do ditador português coberta pela instalação. "Se não cuidarmos da nossa democracia, é enterrada que ela acaba", argumentou Bordalo II, que partilhou ainda pequenos vídeos que mostram duas pessoas a retirarem uma caixa de uma carrinha e a transportarem-na para o túmulo, claramente identificado como sendo o de Salazar, que é filmado para ser reconhecido de forma inequívoca

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O artista português Bordalo II cobriu a campa de Salazar com uma caixa gigante, a imitar uma embalagem de medicamento, no caso "Liberdade, probiótico antifascista". 

A nova instalação de Bordalo II foi colocada sobre o túmulo de António de Oliveira Salazar, no cemitério do Vimieiro, em Santa Comba Dão, terra natal do ditador português.

A peça pretende retratar um medicamento com 50 cápsulas de 25mg, numa referência aos 50 anos do 25 de Abril, que se comemoram nesta quinta-feira. "Uma dose diária de democracia", lê-se na caixa branca e vermelha.

Numa publicação na rede social Instagram, Bordalo II explica que sem liberdade "não teremos uma sociedade justa". "Não podemos nos distrair e tomar a liberdade como algo adquirido", sublinha o artista. 

Nas imagens divulgadas pelo próprio artista pode ver-se a campa do ditador português coberta pela instalação, que além do texto tem o desenho de um cravo vermelho. "Se não cuidarmos da nossa democracia, é enterrada que ela acaba", argumentou Bordalo II, que partilhou ainda pequenos vídeos que mostram duas pessoas a retirarem uma caixa de uma carrinha e a transportarem-na para o túmulo, claramente identificado como sendo o de Salazar, que é filmado para ser reconhecido de forma inequívoca.

"Os que têm ambições tirânicas e antidemocráticas, começam exatamente por atacar a liberdade", conceito "fundamental para cada um de nós e para o bem estar de todos", defendendo que a liberdade também passa pela "expressão do pensamento livre e da criatividade": "Também a arte deve ser livre, deve poder questionar, provocar e dar um ponto de partida para a reflexão."

Artur Bordalo é conhecido pelas instalações artísticas marcadas pela crítica social e controvérsia, como a “passadeira de vergonha”, composta por notas de 500 euros, colocada em frente ao altar principal da Jornada Mundial da Juventude. Em julho do ano passado, argumentou que o seu objetivo era criticar os gastos feitos com a JMJ num Estado laico onde as pessoas enfrentam dificuldades financeiras.

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