Dois ataques no Burkina Faso matam 42 soldados e auxiliares civis - TVI

Dois ataques no Burkina Faso matam 42 soldados e auxiliares civis

  • Agência Lusa
  • AM
  • 17 abr 2023, 07:05
Burkina Faso (Foto: Sophie Garcia/AP)

Exército declarou uma "mobilização geral" contra a violência de grupos fundamentalistas islâmicos

Dez soldados e 32 auxiliares civis do Exército do Burkina Faso foram mortos no sábado e domingo em dois ataques no norte do país, que declarou uma "mobilização geral" contra a violência de grupos fundamentalistas islâmicos.

No sábado, um "destacamento militar e de Voluntários para a Defesa da Pátria [VDP, auxiliares civis do exército] foi alvo de um ataque por homens armados não identificados" por volta das 16:00 (17:00 em Lisboa), perto de Aorema, a cerca de 15 quilómetros de Ouahigouya, capital da região do Norte, de acordo com um comunicado das autoridades, divulgado no domingo.

O exército afirmou que "o número de mortos é de 40 combatentes" - "oito soldados e 32 VDP" - e acrescentou que "pelo menos 50 terroristas" foram "neutralizados" em "resposta", em particular por via aérea.

Na manhã de domingo, "outro ataque visou o destacamento militar de Kongoussi, na província de Bam, na região Centro-Norte, indicou a mesma fonte, relatando que "dois militares" foram mortos e "cerca de 20 terroristas neutralizados".

As autoridades afirmaram no comunicado que "33 feridos" do primeiro ataque encontravam-se "em condição estável" e "a serem tratados no hospital universitário regional de Ouahigouya". O exército escreveu ainda que "dois feridos" do segundo ataque também foram "retirados para tratamento".

De acordo com uma fonte de segurança contactada pela agência de notícias France-Presse, o destacamento que foi alvo do ataque de sábado garantia "a segurança do aeródromo de Ouahigouya, que foi visado".

"Os combates violentos tiveram lugar ontem [sábado] à noite" durante "quase duas horas", disse um residente da cidade.

O homem disse também que "vários ataques aéreos atingiram posições de suspeitos" de ligação a grupos fundamentalistas islâmicos, na sexta-feira.

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